O importante laboratório de Los Alamos nos EUA ameaçado por gigantesco incêndio florestal – 28.06.2011

Bombeiros contiveram o fogo que começou em uma área remota do Los Alamos National Laboratory (LANL) – Laboratório Nacional de Los Alamos.  Funcionários da segurança informaram que o incêndio em Las Conchas, que tinha alastrado até a borda sul da Rodovia 4 do Estado do Novo México,  na  fronteira  sudoeste do laboratório, atravessou a estrada para o norte na manhã de 27 de junho.

A foto de satélite abaixo, tirada em 27.06.2011, mostra a área deflagrada e a posição da Los Alamos:

Equipes de combate ao fogo pelo ar despejaram água na área do Laboratório Técnico 49 com isto controlaram o fogo.  A área havia sido saneada de combustíveis do subsolo nos últimos anos. Cerca de um hectare queimou e o Laboratório não detectou liberação de contaminação para fora da área. Não houve registro de outros incêndios na área do Laboratório até então. Nenhuma das instalações do Laboratório enfrentava ameaça imediata, e todos os materiais nucleares e perigosos estavam sendo mantidos sob controle e protegidos. Locais de interesse de meio ambiente foram monitorados e os especialistas em qualidade do ar agiram em coordenação com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA.

Charles Mcmillan, Diretor do Laboratório de Los Álamos disse, em comunicação ao Governador do Novo México e outras autoridades estaduais, reportando sobre o incêndio florestal de Las Conchas e seus impactos potenciais sobre as instalações do Laboratório:  “Nossos esforços nos últimos anos para diluir os combustíveis do solo ao redor do laboratório, juntamente com a redução em combustíveis causados ​​por incêndios históricos na área, estão ajudando a proteger o laboratório e a cidade”.

A foto da cidade de Los Alamos, tirada na noite de 28.06.2011. mostra a rpoximidade das chamas:

Charles Mcmillan, Diretor do Laboratório de Los Álamos disse em comunicação ao Governador do Novo México e outras autoridades estaduais, reportando sobre o incêndio florestal de Las Conchas e seus impactos potenciais sobre as instalações do Laboratório:  “Nossos esforços nos últimos anos para diluir os combustíveis do solo ao redor do laboratório, juntamente com a redução em combustíveis causados ​​por incêndios históricos na área, estão ajudando a proteger o laboratório e a cidade”.

Funcionários de segurança do Laboratório de Los Alamos também anunciaram que o Laboratório permanecerá fechado por algum tempo por causa dos riscos apresentados pelo incêndio florestal de  Las Conchas que causou a evacuação compulsória da cidade de Los Alamos. Apenas empregados  que constam de uma lista de acesso de serviços essenciais tiveram acesso permitido ao Laboratório durante o fechamento. Todos os outros foram instados a permanecer fora do local até que instalações têm sido reabertas de maneira segura.

O incêndio de Las Conchas queimou cerca de 49 mil hectares de florestas, cânions, chapadas, a sul e oeste do Laboratório até o momento da edição desta notícia.

O Laboratório de Los Alamos é um laboratório nacional do Departamento de Energia dos EUA, gerenciado e operado pela Los Alamos National Security, localizado em Los Alamos, Novo México. O laboratório é uma importante instituição nacional de  pesquisa de segurança, fornecendo soluções científicas e de engenharia para os problemas mais cruciais e complexos do país. A responsabilidade principal do  Laboratório de Los Alamos é garantir a segurança, a segurança e a confiabilidade de dissuasão nuclear do país.

Segue um vídeo preparado pela MSNBC detalhes da situação da Los Alamos no dia 27.06.2011, no dia que duas outras instalações nucleares americanas, em Dakota e Nebraska, estavam sendo ameaçadas por enchentes:

Material pesquisado na Internet e imprensa.

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julho 1, 2011 at 2:59 am Deixe um comentário

Ladrões de combustível provocam vazamento em duto da Pemex no México, causando uma catástrofe com mortos, feridos e danos de monta – 19.12.2010

A explosão de um duto da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), provocada aparentemente por roubo de combustível, deixou 27 mortos e 52 feridos, dia 19 de dezembro de 2010, na comunidade de San Martín Texmelucan (centro).

“Temos que lamentar 27 pessoas mortas, doze delas menores de idade, e 52 feridos”, disse durante entrevista coletiva Laura Gurza, diretora de Defesa Civil da secretaria de governo (ministério do Interior) do México.

O número de vítimas “é preliminar, pode aumentar à medida que continuarem os trabalhos de busca e resgate entre os escombros”, disse, por sua vez, Francisco Blake, secretário de governo, que viajou ao local do acidente.

Segundo o governo local, a explosão destruiu 32 casas, danificou 83 casas e levou à evacuação de centenas de pessoas que viviam na região.

A explosão ocorreu após as 05h00 locais em uma comunidade do estado de Puebla, onde no último ano se registraram “problemas importantes de roubo de combustível”, informou a estatal Pemex.

De acordo com Valentín Meneses, secretário de governo do estado de Puebla, estado onde fica San Martín Texmelucan, a explosão ocorreu depois “que um bando de delinqüentes perfurou os dutos da estatal Pemex (…). As ruas começaram a inundar, ocorreu uma faísca; eram rios de fogo os que víamos nas ruas”.

A estatal Pemex confirmou, em comunicado, que a explosão foi provocada por “um incêndio nos dutos”, e que o abastecimento de combustível para os mesmos foi cortado.

“Unidades de combate de incêndio da paraestatal foram ao local, bem como carros-tanque e moto-bombas para a recuperação do produto (…).

A zona do incidente foi coberta por uma imensa nuvem de fumaça preta, que se espalhou por dezenas de quilômetros e que chega até a cidade de Puebla, capital do estado de mesmo nome, situada a 32 km de distância.

Autoridades da Defesa Civil explicaram que a explosão quebrou vidraças de casas e duas dezenas de carros carbonizados em um raio de três quilômetros.

Equipes de resgate, bombeiros e forças do Exército mexicano foram deslocados para a região para atender à emergência. Veja uma coletânea de fotos deste sinistro:

Segundo testemunhos de moradores, na comunidade onde ocorreu a explosão, situada 100 km a leste da Cidade do México, agem bandos criminosos que perfuram os dutos para vender o combustível a motoristas de caminhões que passam por estradas vizinhas.

Segundo as autoridades, nos últimos três anos multiplicou-se o roubo de combustível dos dutos da petroleira, chegando-se a detectar um desvio clandestino a cada três dias.

As perdas com as “ordenhas clandestinas”, como são conhecidas no México esta atividade criminosa, são calculadas em pelo menos 10 bilhões de pesos (800 milhões de dólares) anuais.

Esta foi a explosão mais grave nas instalações da Pemex este ano. Em setembro passado, um incêndio na refinaria da companhia em Cadereyta (noroeste) matou dois trabalhadores.

Dados obtidos da Internet e da imprensa, em especial da FSP.

 

dezembro 20, 2010 at 2:50 am Deixe um comentário

Fogo em restaurante de praça de alimentação de shopping em São Paulo – um risco a ser considerado 19.11.2010

Um princípio de incêndio ocorreu perto das 20h30 horas do dia 19.11.2010, uma sexta-feira, na praça de alimentação do Shopping Butantã na zona oeste da capital de São Paulo. Inicialmente a brigada de incêndio do Shopping tentou combater o fogo com extintores portáteis. Depois, dada a intensidade do fogo, ocorreu o acionamento automático do sistema de sprinklers da praça de alimentação o que causou um forte fluxo de água neste local.

Os bombeiros de São Paulo foram acionados por volta das 21h00. As chamas tiveram início no sistema de exaustão de um restaurante. De acordo com o Posto de Bombeiros do Butantã, a causa do incêndio foi um problema na coifa de gordura do restaurante que, com o excesso de gordura, acabou incendiando. Os seguranças do shopping evacuaram o shopping e os bombeiros controlaram o fogo por volta das 21h40.

Duas equipes atenderam a ocorrência. Ninguém ficou ferido. Vejam o vídeo preparado pelo Portal Terra:

Ocorrências como estas são um dos fatores de risco em shoppings e praças de alimentação em geral. A manutenção das coifas e sua limpeza rotineira, incluindo os dutos de exaustão da fumaça, onde a gordura se acumula, são aspectos importantes de segurança que devem ser criteriosamente observados. Conforme informações de funcionários deste shopping esta foi a terceira vez que este restaurante pega fogo em menos de um ano; fato que demonstra que há necessidade de providências neste caso para evitar uma eventual catástrofe que envolva danos à pessoas.

O risco de incêndios em cozinhas, decorre da presença de uma fonte de calor associada a elementos combustíveis, como gordura e óleos de cocção, que podem, à partir de uma determinada temperatura, inflamar-se e permitir o alastramento do incêndio, atingindo coifas, dutos ou mesmo a totalidade das instalações. A presença de material combustível à temperatura igual ou superior ao seu ponto de combustão e a existência de superfícies aquecidas, propicia a retomada do incêndio, mesmo após sua extinção inicial.

O combate ao incêndio em cozinhas de restaurantes, por exemplo, de praças de alimentação de shoppings, pode ser efetuado tanto por equipamentos portáteis como por sistemas fixos automatizados. Os sistemas portáteis apresentam a vantagem de incorrer em custos menores, mas, em contrapartida, exigem treinamento adequado dos operadores, uma vez que a sua utilização inadequada pode resultar em fracasso na tentativa de extinção ou mesmo agravar a situação; quer por expor o operador ao risco, quer pela possibilidade de espalhar o material em chamas, aumentando o alcance e a intensidade do incêndio.

Os sistemas fixos, embora apresentem um custo superior, podem ser automatizados, não dependendo assim, do grau de treinamento do operador ou, quando operado manualmente, exigindo um mínimo de intervenção, representando maior segurança. A proteção com o sistema fixo é especialmente recomendada para:

• cozinhas onde ocorra grande geração de gordura;

• onde houver uma grande produção de alimentos;

• quando a proteção deve ser imediata e erros humanos ou demoras não possam ser tolerados;

• onde a limpeza é dificultada pelo regime de trabalho continuado;

• onde a rotatividade da mão-de-obra não permite treinamentos freqüentes sobre segurança e combate a incêndio.

O sistema fixo propicia, entre outras, a vantagem de conferir ao usuário proteção 24 horas. Sendo totalmente automático, assegura proteção constante da área, e atuação imediata que, ocorrendo nos primeiros instantes do incêndio, não permite o alastramento do fogo.

Um esquema de instalação típico de um sistema fixo de proteção para cozinhas pode ser visto na figura abaixo:

1 – Quando ocorre um incêndio numa área protegida, é rapidamente detectado pelos sensores localizados no duto de exaustão ou coifa.

2 – Os detectores disparam o mecanismo que atua no sistema, pressurizando o agente armazenado no tanque e automaticamente fecha a fonte de energia do aparelho que está se incendiando.

3 – O agente é uma solução aquosa supressora de fogo, que escoa através dos bicos e é descarregada sobre toda a área da coifa para o fogão (no exemplo este agente é ANSULEX com baixo PH usado no sistema R-102).

4 – O agente é pulverizado diretamente sobre o fogo, atendendo as normas específicas, reprimindo as chamas em segundos. Reagindo com a gordura, forma uma camada de espuma que, sela os vapores inflamáveis auxiliando na prevenção da re-ignição.

No vídeo abaixo se pode ver a atuação do sistema fixo de proteção R-102 da ANSUL:

Neste BLOG já tratamos do assunto na matéria de referência de incêndio que começou em praça de alimentação de Shopping que pode ser vista no endereço:

https://segurancaemrisco.wordpress.com/2007/10/23/fogo-iniciado-na-cozinha-de-um-dos-restaurantes-destroi-um-shopping-center-na-australia-30032007/

Há material detalhado sobre a proteção de cozinhas de restaurantes no artigo “Visite a Nossa Cozinha” da página 2 do informativo em PDF que pode ser acessado através do link: http://www.risco.com.br/Boletins/Risco-04.pdf .

novembro 24, 2010 at 3:16 pm Deixe um comentário

Choque de trens de carga no centro de uma cidade polonesa provoca incêndio, explosões e feridos – 08.11.2010

Uma enorme explosão abalou a cidade de Bialystok no nordeste da Polônia devido a uma colisão entre um trem de carga e outra composição que transportava óleo combustível.

O acidente ocorreu às 05h30 hora local (0430 GMT) na segunda-feira depois que um trem carregando tanques de petróleo foi atingido por trás por outro trem de carga.

Dezessete dos 33 tanques de petróleo da composição abalroada ficaram em chamas. Dois dos tanques explodiram antes que o fogo pudesse ser extinto.

Quarenta equipes de bombeiros foram enviadas ao local para apagar as chamas e evitar a sua propagação para prédios vizinhos.

Eles conseguiram conter o inferno às 09h00 hora local (0800 GMT), apesar da espessa fumaça e altas temperaturas que dificultam os trabalhos. O vídeo abaixo, preparado pela NT, mostra o momento das duas grandes explosões:

O porta-voz do Corpo de Bombeiros de Bialystok, Marcin Janowski, disse que duas pessoas, incluindo um condutor de trem, ficaram feridas pelo fogo, mas seus ferimentos não representavam risco de morte.

As autoridades locais disseram que não havia nenhum perigo iminente para a população do entorno e que a situação, embora dramática, estava sob controle.

Só o pessoal das instalações ferroviárias próximas foi evacuado. Uma escola primária perto do local também foi fechada no dia do acidente como medida de precaução. O vídeo da BBC abaixo, narrado, mostra aspectos depois das grandes explosões:

Os serviços de trem entre a capital Varsóvia, Bialystok foram temporariamente cancelados em conseqüência da explosão.

O tráfego local em Bialystok também foi interrompido porque o acidente ocorreu no centro da cidade e algumas estradas foram fechadas durante o rescaldo do incêndio.

Este acidente apresenta paralelos com a catástrofe da cidade italiana de Viareggio. Lá a causa do acidente foi o descarrilamento de uma composição que transportava combustíveis no caso GLP. Nos dois acidentes o local foi no centro de cidades, sendo que no caso de Viareggio o número de vítimas a lamentar foi muito grande, incluindo vários óbitos. O link para a matéria sobre Viareggio é o seguinte:

https://segurancaemrisco.wordpress.com/2009/07/02/vagao-com-glp-descarrila-e-explode-viareggio-italia-29-06-2009/

novembro 11, 2010 at 2:08 pm Deixe um comentário

O perigo de explosões causadas por botijões de gás GLP – 04.11.2010

Vários acidentes com botijões de gás de GLP demonstram o real risco que eles representam. Apesar de o gás ser artificialmente odorizado, a prática tem provado que só este fator não é o suficiente para evitar os acidentes quem têm sido registrados. O uso de gás em botijões em aplicações domésticas deve seguir normas específicas de segurança e o equipamento deve ser rotineiramente submetido à revisão e manutenção, principalmente em mangueiras, reguladores e válvulas.

Estudo do Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) aponta que 99% dos acidentes com gás de cozinha (GLP) são causados por instalação mal feita e manutenção inadequada do botijão. O presidente da entidade, Sergio Bandeira de Mello orienta: “Para evitar problemas, o consumidor deve comprar gás somente nos pontos de venda autorizados”. O armazenamento do botijão de cozinha também requer cuidados especiais. É necessário que seja guardado num ponto ventilado para que, em caso de vazamento, o gás não fique concentrado no local e não ofereça risco de explosão ou asfixia. Segundo Bandeira de Mello, não há problema em guardar botijão fora de casa.

Ainda no dia 02.11.2010 ocorreu mais um sinistro com botijão de gás na Vila Santa Maria, zona norte de São Paulo, no qual uma mulher ficou ferida e foi levada pelos parentes para o pronto-socorro Vila Nova Cachoeirinha. Esta explosão atingiu três casas no mesmo terreno.

Seis equipes do Corpo de Bombeiros estiveram no local. Por medida de segurança, os bombeiros colocaram estacas de sustentação na estrutura das casas para evitar um desabamento. Vejam detalhes no vídeo preparado pela R7 Notícias:

Em meio à sucessão de acidentes domésticos com botijões de GLP os paulistanos convivem com uma situação no mínimo insólita: “Restaurantes orientais usam botijões ilegais de gás GLP sob as mesas” segundo denuncia a imprensa local.

No bairro oriental de São Paulo, a Liberdade, concentram-se restaurantes chineses, coreanos e japoneses, muitos deles com mesas equipadas com fogões alimentados por botijões de GLP individuais como mostra a foto abaixo:

Alguns destes estabelecimentos estão nos andares inferiores de prédios densamente ocupados. Como o exemplo da Rua da Glória, Liberdade, região central de São Paulo. Um prédio que mais parece de escritórios. Um lance de escadas, três portas de restaurantes. Mais um lance, mais três restaurantes. Muitos deles devidamente equipados com suas “mesas-cozinha individuais” e cada uma delas com o seu botijão de gás próprio.  Um restaurante de comida coreana encontra-se instalado num enorme galpão na Rua Galvão Bueno com cerca de 50 mesas, em idênticas condições de risco.

Segundo o Corpo de Bombeiros o risco é enorme. Um botijão explodiu recentemente numa barraquinha de pipoca e foi parar na altura de um poste. Ninguém se feriu gravemente. Mas era a céu aberto. E num galpão fechado, onde se acumulam 50 botijões? E num pequeno restaurante onde há dez botijões? E num restaurante onde os restaurantes de baixo, dos lados e de cima também têm botijões espalhados no salão embaixo das mesas, o risco é potencializado?

Questionado pela imprensa local o Corpo de Bombeiros da São Paulo não respondeu oficialmente. Informalmente, um integrante disse que a orientação é que botijões de 45 kg fiquem sempre fora do estabelecimento. E que os botijões de 5 kg “geralmente são ilegais”.

A Prefeitura informa que é ilegal manter recipientes de gás espalhados pelos salões de refeição.

Material baseado em pesquisa e compilação feita na Imprensa e Internet.

novembro 4, 2010 at 1:07 pm Deixe um comentário

Explosão de gasoduto em San Bruno, Califórnia, USA destrói um bairro e causa mortos e feridos 09.09.2010

Quatro pessoas foram declaradas mortas, pelo menos outras 52 pessoas ficaram feridas, incluindo quatro que ficaram internadas no hospital com queimaduras críticas em decorrência de uma maciça explosão de gás natural, em San Bruno, Califórnia, EUA que aconteceu no dia 9 de setembro de 2010, uma quinta-feira.

Às 06h24 (horário local), uma explosão gerou uma bola de fogo que irrompeu perto do cruzamento perto de Glenview Drive e da Avenida Earl. As pessoas, que estavam a meia milha de distância (aproximadamente 800 m) dizem que sentiram o impacto e calor da explosão. Nos vídeos abaixo, feitos de helicópteros, é mostrada a extensão da catástrofe. Na cena inicial, após o letreiro, se vê uma casa que foi arremessada ao ar e caiu com uma parede inclinada. Cenas que descrevem o inferno que moradores de um bairro pacato foram submetidos. Lembrando que a maioria das casas americanas são construídas em madeira:

A PG & E (Pacific Gás and Electric – concessionária distribuidora de gás e energia elétrica responsável pelo gasoduto sinistrado) confirmou que uma linha de gás natural de 30 polegadas de diâmetro (76,2 cm) foi a fonte da explosão e incêndio. Não houve nenhuma palavra sobre o que causou a ruptura da tubulação, apesar do Presidente da PG & E, Chris Johns, ter dito que a tubulação tinha de 40-50 anos de idade.

Após ter queimado fora de controle por horas, o incêndio foi finalmente contido sexta-feira. Cinqüenta e duas pessoas foram transportadas para hospitais da região, três com queimaduras críticas. Quatro bombeiros sofreram ferimentos leves.

Houve um relato de uma pessoa saqueando uma das casas queimadas. Essa pessoa também foi acusada de ter agredido um policial e acabou sendo presa por tentar fugir.

Equipes de resgate e equipes de inspeção realizaram uma verificação de casa em casa, por toda a vizinhança. Havia 37 estruturas destruídas e mais oito casas que sofreram danos maiores ou menores.

Segue uma reportagem que apresenta vídeos de câmaras de segurança e de celulares mostrando o início da catástrofe. Também são mostrados depoimentos de vítimas. No início da reportagem o comentarista levanta dúvidas sobre a segurança dos gasodutos americanos:

Sexta-feira cedo, voluntários do Centro de Recreação de San Bruno organizaram mantimentos que foram distribuídos para os moradores desabrigados. Apenas cerca de 15 pessoas dormiram no centro de evacuação, mas muitos moradores retornaram na sexta-feira para acessar os serviços.
Não houve um abrigo aberto na noite de sexta-feira pois a Cruz Vermelha e a PG & E se ofereceram para pagar hospedagem em hotéis para todos os moradores desabrigados.

O Vice-Governador Abel Maldonado declarou estado de emergência na área e se reuniu a outros líderes em San Bruno na sexta-feira. (Maldonado era o governador em exercício, enquanto o governador Arnold Schwarzenegger estava fora do país.) Maldonado informou Schwarzenegger sobre a situação. Maria Shriver também visitou a área na sexta-feira.

O Presidente da PG & E, Chris Johns, confirmou em uma conferência de imprensa na sexta-feira o comprometimento da empresa em fornecer alojamento temporário, alimentos, roupas e outras necessidades essenciais para os moradores desabrigados.

O Estado também tomou medidas para aliviar as dificuldades das vítimas. Maldonado anunciou que o Estado iria prescindir das taxas para a obtenção de segundas vias de carteiras de motorista e certidões de nascimento, bem como renunciou ao prazo de espera para pessoas que procuram assistência de desemprego.

Pelo menos uma pessoa afirmou que os moradores tinham-se queixado do cheiro de gás natural por vários dias antes da explosão. Um porta-voz da PG & E diz que a empresa está investigando estas alegações.

A Polícia de San Bruno declarou o local dos acontecimentos como sendo  área de crime. O National Transportation Safety Board, disse sexta-feira que enviou uma equipe de quatro membros para San Bruno para investigar. A área impactada inclui os blocos de 1600 e 1700 de Claremont Drive, o bloco 900 de Glenview Drive, do bloco 1700 de Avenida Earl, o bloco 1100 de Fairmont Drive e do bloco 2700 de Concórdia Way.

Muitas pessoas estão se perguntando quais são os perigos que rondam aqueles que vivem perto de grandes gasodutos. Um número alarmante: nos últimos 20 anos ocorreram mais de 3000 acidentes em gasodutos nos Estados Unidos. Em um terço deles resultaram ferimentos graves ou mortes. Devido a isto os investigadores federais estão tão preocupados em descobrir o que ocorreu em Sab Bruno para avaliar se há medidas a serem tomadas em outros gasodutos semelhantes distribuídos pelo país inteiro.  O Repórter Dan Noyes da  ABC7 olha para as questões de segurança desses gasodutos. Veja o vídeo:

Para mostrar o heróico trabalho dos bombeiros locais foi elaborado o vídeo com fotos que é mostrado a seguir:

Material baseado em pesquisa na Internet e Jornais com dados da Folha, UOL, ABC News, etc.

setembro 29, 2010 at 2:33 pm Deixe um comentário

Violento incêndio em fábrica de tintas de Jandira/SP 26.08.2010

Um incêndio de grandes proporções atingiu a fábrica de tintas Milflex situada na estrada João de Goes, número 3.001, próximo ao trevo de acesso à cidade, na altura do km 32 da rodovia Castelo Branco, em Jandira, município de Barueri na Grande São Paulo. O fogo começou por volta das 15h00 da quinta-feira dia 26 de agosto de 2010 e teve rápida propagação devido à farta existência de material químico combustível com capacidade até de explosão. No seguinte vídeo amador se podem ver cenas do início do sinistro, inclusive com o registro de explosões:

Pelo o que narrou o capitão Nelson Marcos de Castro, coordenador da Defesa Civil no município, a fábrica estava em pleno funcionamento no momento do início das labaredas, com cerca de 150 pessoas trabalhando. “A Guarda Civil Metropolitana (GCM) ajudou a evacuar a área. Não temos informações sobre gente machucada.” Segue um vídeo que mostra cenas uma hora depois do início, inclusive com uma impressionante tomada aérea em zoom da gigantesca coluna de fumaça:

A queima de uma área que abriga tanques com amônia chegou a preocupar os bombeiros, mas o local já foi resfriado e foi retirado de risco de ser incendiado. Segundo o capitão, a empresa deve teve perda total no seu estoque e maquinário.

O fogo entrou noite a dentro e em seu combate trabalharam bombeiros de São Paulo e de Barueri. Sete carros da corporação de Barueri (Grande SP) e mais 12 de São Paulo acorreram ao local do sinistro. No noticiário da noitinha foi veiculado o vídeo abaixo que mostrou que ainda havia muito material combustível em chamas:

No início do incêndio o trânsito na rodovia Castello Branco ficou lento no km 32, sentido capital. No sentido interior, a lentidão foi no km 31. De acordo com a Viaoste, concessionária responsável pela rodovia, a fumaça não atrapalhou a visibilidade na pista, a lentidão certamente foi causada pela curiosidade que o incêndio despertou. Fotos do sinistro podem ser vistos na montagem apresentada a seguir:

Material baseado em pesquisa na Internet e Jornais com dados do UOL, Bandeirantes, g1, Folha, YouTube, etc…

setembro 15, 2010 at 2:26 pm Deixe um comentário

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