Fogo em restaurante de praça de alimentação de shopping em São Paulo – um risco a ser considerado 19.11.2010

novembro 24, 2010 at 3:16 pm Deixe um comentário

Um princípio de incêndio ocorreu perto das 20h30 horas do dia 19.11.2010, uma sexta-feira, na praça de alimentação do Shopping Butantã na zona oeste da capital de São Paulo. Inicialmente a brigada de incêndio do Shopping tentou combater o fogo com extintores portáteis. Depois, dada a intensidade do fogo, ocorreu o acionamento automático do sistema de sprinklers da praça de alimentação o que causou um forte fluxo de água neste local.

Os bombeiros de São Paulo foram acionados por volta das 21h00. As chamas tiveram início no sistema de exaustão de um restaurante. De acordo com o Posto de Bombeiros do Butantã, a causa do incêndio foi um problema na coifa de gordura do restaurante que, com o excesso de gordura, acabou incendiando. Os seguranças do shopping evacuaram o shopping e os bombeiros controlaram o fogo por volta das 21h40.

Duas equipes atenderam a ocorrência. Ninguém ficou ferido. Vejam o vídeo preparado pelo Portal Terra:

Ocorrências como estas são um dos fatores de risco em shoppings e praças de alimentação em geral. A manutenção das coifas e sua limpeza rotineira, incluindo os dutos de exaustão da fumaça, onde a gordura se acumula, são aspectos importantes de segurança que devem ser criteriosamente observados. Conforme informações de funcionários deste shopping esta foi a terceira vez que este restaurante pega fogo em menos de um ano; fato que demonstra que há necessidade de providências neste caso para evitar uma eventual catástrofe que envolva danos à pessoas.

O risco de incêndios em cozinhas, decorre da presença de uma fonte de calor associada a elementos combustíveis, como gordura e óleos de cocção, que podem, à partir de uma determinada temperatura, inflamar-se e permitir o alastramento do incêndio, atingindo coifas, dutos ou mesmo a totalidade das instalações. A presença de material combustível à temperatura igual ou superior ao seu ponto de combustão e a existência de superfícies aquecidas, propicia a retomada do incêndio, mesmo após sua extinção inicial.

O combate ao incêndio em cozinhas de restaurantes, por exemplo, de praças de alimentação de shoppings, pode ser efetuado tanto por equipamentos portáteis como por sistemas fixos automatizados. Os sistemas portáteis apresentam a vantagem de incorrer em custos menores, mas, em contrapartida, exigem treinamento adequado dos operadores, uma vez que a sua utilização inadequada pode resultar em fracasso na tentativa de extinção ou mesmo agravar a situação; quer por expor o operador ao risco, quer pela possibilidade de espalhar o material em chamas, aumentando o alcance e a intensidade do incêndio.

Os sistemas fixos, embora apresentem um custo superior, podem ser automatizados, não dependendo assim, do grau de treinamento do operador ou, quando operado manualmente, exigindo um mínimo de intervenção, representando maior segurança. A proteção com o sistema fixo é especialmente recomendada para:

• cozinhas onde ocorra grande geração de gordura;

• onde houver uma grande produção de alimentos;

• quando a proteção deve ser imediata e erros humanos ou demoras não possam ser tolerados;

• onde a limpeza é dificultada pelo regime de trabalho continuado;

• onde a rotatividade da mão-de-obra não permite treinamentos freqüentes sobre segurança e combate a incêndio.

O sistema fixo propicia, entre outras, a vantagem de conferir ao usuário proteção 24 horas. Sendo totalmente automático, assegura proteção constante da área, e atuação imediata que, ocorrendo nos primeiros instantes do incêndio, não permite o alastramento do fogo.

Um esquema de instalação típico de um sistema fixo de proteção para cozinhas pode ser visto na figura abaixo:

1 – Quando ocorre um incêndio numa área protegida, é rapidamente detectado pelos sensores localizados no duto de exaustão ou coifa.

2 – Os detectores disparam o mecanismo que atua no sistema, pressurizando o agente armazenado no tanque e automaticamente fecha a fonte de energia do aparelho que está se incendiando.

3 – O agente é uma solução aquosa supressora de fogo, que escoa através dos bicos e é descarregada sobre toda a área da coifa para o fogão (no exemplo este agente é ANSULEX com baixo PH usado no sistema R-102).

4 – O agente é pulverizado diretamente sobre o fogo, atendendo as normas específicas, reprimindo as chamas em segundos. Reagindo com a gordura, forma uma camada de espuma que, sela os vapores inflamáveis auxiliando na prevenção da re-ignição.

No vídeo abaixo se pode ver a atuação do sistema fixo de proteção R-102 da ANSUL:

Neste BLOG já tratamos do assunto na matéria de referência de incêndio que começou em praça de alimentação de Shopping que pode ser vista no endereço:

https://segurancaemrisco.wordpress.com/2007/10/23/fogo-iniciado-na-cozinha-de-um-dos-restaurantes-destroi-um-shopping-center-na-australia-30032007/

Há material detalhado sobre a proteção de cozinhas de restaurantes no artigo “Visite a Nossa Cozinha” da página 2 do informativo em PDF que pode ser acessado através do link: http://www.risco.com.br/Boletins/Risco-04.pdf .

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