Archive for novembro, 2010

Fogo em restaurante de praça de alimentação de shopping em São Paulo – um risco a ser considerado 19.11.2010

Um princípio de incêndio ocorreu perto das 20h30 horas do dia 19.11.2010, uma sexta-feira, na praça de alimentação do Shopping Butantã na zona oeste da capital de São Paulo. Inicialmente a brigada de incêndio do Shopping tentou combater o fogo com extintores portáteis. Depois, dada a intensidade do fogo, ocorreu o acionamento automático do sistema de sprinklers da praça de alimentação o que causou um forte fluxo de água neste local.

Os bombeiros de São Paulo foram acionados por volta das 21h00. As chamas tiveram início no sistema de exaustão de um restaurante. De acordo com o Posto de Bombeiros do Butantã, a causa do incêndio foi um problema na coifa de gordura do restaurante que, com o excesso de gordura, acabou incendiando. Os seguranças do shopping evacuaram o shopping e os bombeiros controlaram o fogo por volta das 21h40.

Duas equipes atenderam a ocorrência. Ninguém ficou ferido. Vejam o vídeo preparado pelo Portal Terra:

Ocorrências como estas são um dos fatores de risco em shoppings e praças de alimentação em geral. A manutenção das coifas e sua limpeza rotineira, incluindo os dutos de exaustão da fumaça, onde a gordura se acumula, são aspectos importantes de segurança que devem ser criteriosamente observados. Conforme informações de funcionários deste shopping esta foi a terceira vez que este restaurante pega fogo em menos de um ano; fato que demonstra que há necessidade de providências neste caso para evitar uma eventual catástrofe que envolva danos à pessoas.

O risco de incêndios em cozinhas, decorre da presença de uma fonte de calor associada a elementos combustíveis, como gordura e óleos de cocção, que podem, à partir de uma determinada temperatura, inflamar-se e permitir o alastramento do incêndio, atingindo coifas, dutos ou mesmo a totalidade das instalações. A presença de material combustível à temperatura igual ou superior ao seu ponto de combustão e a existência de superfícies aquecidas, propicia a retomada do incêndio, mesmo após sua extinção inicial.

O combate ao incêndio em cozinhas de restaurantes, por exemplo, de praças de alimentação de shoppings, pode ser efetuado tanto por equipamentos portáteis como por sistemas fixos automatizados. Os sistemas portáteis apresentam a vantagem de incorrer em custos menores, mas, em contrapartida, exigem treinamento adequado dos operadores, uma vez que a sua utilização inadequada pode resultar em fracasso na tentativa de extinção ou mesmo agravar a situação; quer por expor o operador ao risco, quer pela possibilidade de espalhar o material em chamas, aumentando o alcance e a intensidade do incêndio.

Os sistemas fixos, embora apresentem um custo superior, podem ser automatizados, não dependendo assim, do grau de treinamento do operador ou, quando operado manualmente, exigindo um mínimo de intervenção, representando maior segurança. A proteção com o sistema fixo é especialmente recomendada para:

• cozinhas onde ocorra grande geração de gordura;

• onde houver uma grande produção de alimentos;

• quando a proteção deve ser imediata e erros humanos ou demoras não possam ser tolerados;

• onde a limpeza é dificultada pelo regime de trabalho continuado;

• onde a rotatividade da mão-de-obra não permite treinamentos freqüentes sobre segurança e combate a incêndio.

O sistema fixo propicia, entre outras, a vantagem de conferir ao usuário proteção 24 horas. Sendo totalmente automático, assegura proteção constante da área, e atuação imediata que, ocorrendo nos primeiros instantes do incêndio, não permite o alastramento do fogo.

Um esquema de instalação típico de um sistema fixo de proteção para cozinhas pode ser visto na figura abaixo:

1 – Quando ocorre um incêndio numa área protegida, é rapidamente detectado pelos sensores localizados no duto de exaustão ou coifa.

2 – Os detectores disparam o mecanismo que atua no sistema, pressurizando o agente armazenado no tanque e automaticamente fecha a fonte de energia do aparelho que está se incendiando.

3 – O agente é uma solução aquosa supressora de fogo, que escoa através dos bicos e é descarregada sobre toda a área da coifa para o fogão (no exemplo este agente é ANSULEX com baixo PH usado no sistema R-102).

4 – O agente é pulverizado diretamente sobre o fogo, atendendo as normas específicas, reprimindo as chamas em segundos. Reagindo com a gordura, forma uma camada de espuma que, sela os vapores inflamáveis auxiliando na prevenção da re-ignição.

No vídeo abaixo se pode ver a atuação do sistema fixo de proteção R-102 da ANSUL:

Neste BLOG já tratamos do assunto na matéria de referência de incêndio que começou em praça de alimentação de Shopping que pode ser vista no endereço:

https://segurancaemrisco.wordpress.com/2007/10/23/fogo-iniciado-na-cozinha-de-um-dos-restaurantes-destroi-um-shopping-center-na-australia-30032007/

Há material detalhado sobre a proteção de cozinhas de restaurantes no artigo “Visite a Nossa Cozinha” da página 2 do informativo em PDF que pode ser acessado através do link: http://www.risco.com.br/Boletins/Risco-04.pdf .

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novembro 24, 2010 at 3:16 pm Deixe um comentário

Choque de trens de carga no centro de uma cidade polonesa provoca incêndio, explosões e feridos – 08.11.2010

Uma enorme explosão abalou a cidade de Bialystok no nordeste da Polônia devido a uma colisão entre um trem de carga e outra composição que transportava óleo combustível.

O acidente ocorreu às 05h30 hora local (0430 GMT) na segunda-feira depois que um trem carregando tanques de petróleo foi atingido por trás por outro trem de carga.

Dezessete dos 33 tanques de petróleo da composição abalroada ficaram em chamas. Dois dos tanques explodiram antes que o fogo pudesse ser extinto.

Quarenta equipes de bombeiros foram enviadas ao local para apagar as chamas e evitar a sua propagação para prédios vizinhos.

Eles conseguiram conter o inferno às 09h00 hora local (0800 GMT), apesar da espessa fumaça e altas temperaturas que dificultam os trabalhos. O vídeo abaixo, preparado pela NT, mostra o momento das duas grandes explosões:

O porta-voz do Corpo de Bombeiros de Bialystok, Marcin Janowski, disse que duas pessoas, incluindo um condutor de trem, ficaram feridas pelo fogo, mas seus ferimentos não representavam risco de morte.

As autoridades locais disseram que não havia nenhum perigo iminente para a população do entorno e que a situação, embora dramática, estava sob controle.

Só o pessoal das instalações ferroviárias próximas foi evacuado. Uma escola primária perto do local também foi fechada no dia do acidente como medida de precaução. O vídeo da BBC abaixo, narrado, mostra aspectos depois das grandes explosões:

Os serviços de trem entre a capital Varsóvia, Bialystok foram temporariamente cancelados em conseqüência da explosão.

O tráfego local em Bialystok também foi interrompido porque o acidente ocorreu no centro da cidade e algumas estradas foram fechadas durante o rescaldo do incêndio.

Este acidente apresenta paralelos com a catástrofe da cidade italiana de Viareggio. Lá a causa do acidente foi o descarrilamento de uma composição que transportava combustíveis no caso GLP. Nos dois acidentes o local foi no centro de cidades, sendo que no caso de Viareggio o número de vítimas a lamentar foi muito grande, incluindo vários óbitos. O link para a matéria sobre Viareggio é o seguinte:

https://segurancaemrisco.wordpress.com/2009/07/02/vagao-com-glp-descarrila-e-explode-viareggio-italia-29-06-2009/

novembro 11, 2010 at 2:08 pm Deixe um comentário

O perigo de explosões causadas por botijões de gás GLP – 04.11.2010

Vários acidentes com botijões de gás de GLP demonstram o real risco que eles representam. Apesar de o gás ser artificialmente odorizado, a prática tem provado que só este fator não é o suficiente para evitar os acidentes quem têm sido registrados. O uso de gás em botijões em aplicações domésticas deve seguir normas específicas de segurança e o equipamento deve ser rotineiramente submetido à revisão e manutenção, principalmente em mangueiras, reguladores e válvulas.

Estudo do Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) aponta que 99% dos acidentes com gás de cozinha (GLP) são causados por instalação mal feita e manutenção inadequada do botijão. O presidente da entidade, Sergio Bandeira de Mello orienta: “Para evitar problemas, o consumidor deve comprar gás somente nos pontos de venda autorizados”. O armazenamento do botijão de cozinha também requer cuidados especiais. É necessário que seja guardado num ponto ventilado para que, em caso de vazamento, o gás não fique concentrado no local e não ofereça risco de explosão ou asfixia. Segundo Bandeira de Mello, não há problema em guardar botijão fora de casa.

Ainda no dia 02.11.2010 ocorreu mais um sinistro com botijão de gás na Vila Santa Maria, zona norte de São Paulo, no qual uma mulher ficou ferida e foi levada pelos parentes para o pronto-socorro Vila Nova Cachoeirinha. Esta explosão atingiu três casas no mesmo terreno.

Seis equipes do Corpo de Bombeiros estiveram no local. Por medida de segurança, os bombeiros colocaram estacas de sustentação na estrutura das casas para evitar um desabamento. Vejam detalhes no vídeo preparado pela R7 Notícias:

Em meio à sucessão de acidentes domésticos com botijões de GLP os paulistanos convivem com uma situação no mínimo insólita: “Restaurantes orientais usam botijões ilegais de gás GLP sob as mesas” segundo denuncia a imprensa local.

No bairro oriental de São Paulo, a Liberdade, concentram-se restaurantes chineses, coreanos e japoneses, muitos deles com mesas equipadas com fogões alimentados por botijões de GLP individuais como mostra a foto abaixo:

Alguns destes estabelecimentos estão nos andares inferiores de prédios densamente ocupados. Como o exemplo da Rua da Glória, Liberdade, região central de São Paulo. Um prédio que mais parece de escritórios. Um lance de escadas, três portas de restaurantes. Mais um lance, mais três restaurantes. Muitos deles devidamente equipados com suas “mesas-cozinha individuais” e cada uma delas com o seu botijão de gás próprio.  Um restaurante de comida coreana encontra-se instalado num enorme galpão na Rua Galvão Bueno com cerca de 50 mesas, em idênticas condições de risco.

Segundo o Corpo de Bombeiros o risco é enorme. Um botijão explodiu recentemente numa barraquinha de pipoca e foi parar na altura de um poste. Ninguém se feriu gravemente. Mas era a céu aberto. E num galpão fechado, onde se acumulam 50 botijões? E num pequeno restaurante onde há dez botijões? E num restaurante onde os restaurantes de baixo, dos lados e de cima também têm botijões espalhados no salão embaixo das mesas, o risco é potencializado?

Questionado pela imprensa local o Corpo de Bombeiros da São Paulo não respondeu oficialmente. Informalmente, um integrante disse que a orientação é que botijões de 45 kg fiquem sempre fora do estabelecimento. E que os botijões de 5 kg “geralmente são ilegais”.

A Prefeitura informa que é ilegal manter recipientes de gás espalhados pelos salões de refeição.

Material baseado em pesquisa e compilação feita na Imprensa e Internet.

novembro 4, 2010 at 1:07 pm Deixe um comentário


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