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Balão provoca incêndio em morro no Rio uma área de quatro hectares é destruída – 19.06.2010

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou neste domingo, dia 20 de junho de 2010, que o fogo que atingiu ontem o morro dos Cabritos, na zona sul do Rio, já estava controlado, embora ainda existam focos de incêndio.

Paes afirmou que iria sobrevoar a área de helicóptero para avaliar os danos, mas que as informações até agora indicam que o incêndio destruiu uma área de quatro hectares.

A prefeitura anunciou que vai contratar uma empresa para reflorestar o local. Segundo Paes, o fogo atingiu uma área de capim e mata, mas não chegou a afetar o Parque da Catacumba, área de preservação ambiental.

Na noite de sábado, dia 19, a cidade também registrou focos de incêndio no alto da reserva do Grajaú, na zona norte do Rio, e na serra do Barata, que faz parte do Parque da Pedra Branca, em Realengo, na zona oeste da cidade. No vídeo (sem trilha sonora) que se segue é dada uma visão do progresso do fogo através de cenas filmadas em câmera rápida:

Os moradores relataram que o incêndio no morro dos Cabritos começou por causa de um balão. Paes chamou de “palhaço” quem solta balão e fez um apelo para que a população denuncie os baloeiros.

A presidente da Comlurb, Ângela Fonti, moradora do Corte do Cantagalo, área que liga Copacabana à Lagoa, disse ter vivido “uma noite de terror”. Preocupada com o avanço das chamas, ela arrumou uma mala e passou a noite acordada.

“Primeiro vi o clarão do outro lado do morro, depois as labaredas em cima do morro. Em seguida, elas estavam descendo o morro”, disse. Segundo Fonti, até as sete da manhã ainda era possível ver de sua janela focos de incêndio.

Comuns durante as celebrações juninas, os balões ficam ainda mais perigosos no inverno. Isso porque a temperatura, com ventos frios e pouca umidade do ar, é ideal para que os balões alcancem vôos longos e altos.

Segundo o major Francisco José Azevedo de Morais, da FAB (Força Aérea Brasileira), aeronaves voando a altas velocidades têm pouca possibilidade de desviar dos objetos. Em caso de colisão, o risco de queda é iminente. A trilha sonora da sucessão de fotos que se segue é composta por entrevistas sobre o assunto:

“Dependendo do peso, o balão pode rasgar um avião do nariz até a cauda. Além dos incêndios em florestas, ele pode vir a ser um objeto de morte de vários passageiros e tripulantes e pessoas que estão nas suas casas tranquilamente”, disse o major em entrevista à rádio Força Aérea FM.

Segundo Marcos das Neves Palumbo, chefe do setor de Comunicação Institucional Corpo de Bombeiros de São Paulo, a população tem colaborado com denúncias anônimas. Com isso, os soldados conseguem chegar ao local antes que os balões sejam soltos.

Para os fãs da prática, no entanto, a atividade (que pode render de um a três anos de cadeia e multa no valor de R$ 1.000 por balão) é encarada como arte.

Baloeiro há três anos, A.A, 17, faz parte de uma turma dedicada ao assunto em Guarulhos (Grande SP). Ele diz que teme ser preso, apesar de achar que não está burlando a lei. “Medo a gente tem, mas para nós não é crime, não. Crime é roubar, matar, usar drogas”, diz.

Questionado se tem consciência do estrago que um balão pode causar, diz: “a gente tem consciência de que é perigoso; ninguém sabe onde vai cair, o que vai prejudicar. Mas quem é baloeiro de verdade não liga para essas coisas. A gente que saber do prazer de soltar, a gente quer ver a arte.”

Fontes: UOL e Folha.com

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junho 24, 2010 at 7:59 pm Deixe um comentário


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