Incêndio no USS Enterprise – 14.01.1969

outubro 5, 2007 at 9:48 pm Deixe um comentário

USS Enterprise (CVN-65), ex-CVA (N) -65 é um porta-aviões da Marinha dos EUA que foi descomissionado em 2013. Esta belonave foi o primeiro porta-aviões nuclear do mundo e o oitavo navio da Marinha dos Estados Unidos a ostentar o nome Enterprise. Como seu predecessor da II Guerra Mundial a fama, ele foi apelidado de “Big E”. Com 342 m, ele é o maior navio da marinha do mundo. Suas 94.781 t de deslocamento classificam-no como o 11o porta aviões em deslocamento, após os 10 porta-aviões da classe Nimitz. O Enterprise tinha uma tripulação de cerca de 4.600 pessoas.

800px-USS_Enterprise_(CVN-65)

Na manhã de 14 de janeiro de 1969, enquanto era escoltado pelos destróieres USS Benjamin Stoddert (DDG-22) e USS Rogers (DD-876), um foguete tipo MK-32 Zuni carregado em um avião F-4 Phantom estacionado no deck do Enterprise explodiu devido ao fato desta peça de artilharia ter sido superaquecido por uma unidade auxiliar de partida de motores de aeronaves montada em um trator reboque. A explosão desencadeou incêndios e explosões adicionais em todo o convés de vôo. Os focos de incêndio foram controlados de forma relativamente rápida (quando comparado com incêndios anteriores em conveses de porta-aviões), mas 27 vidas foram perdidas e um adicional de 314 marinheiros ficaram feridos. O incêndio destruiu 15 aeronaves, e o dano resultante forçado Enterprise a rumar para reparos realizados no Estaleiro Naval de Pearl Harbor, principalmente para reparar blindagem do convés de vôo. Em 1 º de março de 1969, os reparos no navio foram concluídos e a belonave seguiu para a sua missão programada em ‘WestPac’ no Vietnã e no Golfo de Tonkin. Estes destinos seriam adiados pelo desenrolar dos acontecimentos no Mar do Leste no Japão.

Este sinistro demonstra a gravidade com a qual um incêndio pode afetar uma belonave, no caso um porta-aviões. Este tipo de acidente esclarece a procura feita com o auxilio de renomados fabricantes, como a ANSUL, de soluções para o uso de água salgada para a formação de espuma para o combate de incêndios em navios. Isto foi obtido e os navios não tiveram mais que carregar grandes quantidades de água doce para combate a incêndios. Veja breve vídeo do incêndio

Newsletter sobre o assunto espumas classe B: http://www.risco.com.br/NL/MOL/08/Espumas-B.htm


[Vídeo originalmente armazenado no Google Vídeo (desativado) restabelecido com cópia do Youtube em 06/06/2013]

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