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Três brasileiros estão entre os seis mortos no incêndio em Londres – 03.07.2009
Um sinistro de grandes proporções atingiu o edifício Lakanal House, situado no bairro de Camberwell, sul de Londres, por volta das 16h10 (ou 12h10 de Brasília) de sexta-feira dia 3 de julho de 2009.
Dezoito carros de combate a incêndio foram enviados ao local e mais de cem bombeiros combateram o incêndio no prédio de 12 andares, disse o porta-voz dos bombeiros.
“Alguns resgates foram realizados em circunstâncias extremamente difíceis e
bombeiros equipados com aparelhos de respiração de longa duração trabalharam arduamente para chegar aos que foram afetados pelo incêndio e seguiu-se uma busca detalhada do edifício”, afirmou o porta-voz.
O Subcomissário do Corpo de Bombeiros de Londres, Nick Collins, referiu-se assim sobre este incêndio: “será uma dos mais importantes sinistros de Londres durante algum tempo”. Ele acrescentou que bombeiros chegaram ao local, em cinco minutos, mas tiveram que enfrentar condições operacionais “muito difíceis”.
Vários moradores disseram que o complicado esquema de apartamentos fez com que o processo de evacuação do edifício fosse muito difícil.
O prédio, de propriedade municipal, foi construído nos anos 60 e tem 108 apartamentos. As causas do incêndio ainda são desconhecidas.
Três brasileiros estão entre os seis mortos em um incêndio que atingiu um prédio residencial no sul de Londres, na sexta-feira dia 3 de julho de 2009.
Segundo a polícia londrina, as vítimas brasileiras eram do Paraná e pertenciam à mesma família: Dayana Francisquini Cervi, 26, e seus dois filhos, Thaís, 7, e Filipe, 3. No momento do acidente, o marido de Dayana estava no trabalho.
Outros dois adultos e um bebê de três meses morreram. Cerca de 30 pessoas foram resgatadas e 13 foram levadas ao hospital com dificuldades de respiração por conta da fumaça.
Impedidos pelos bombeiros de entrar no edifício em chamas, parentes dos que ficaram presos em suas casas no momento da tragédia aguardavam notícias.
Entre eles estava Rafael Cervi, 31, marido de Dayana e pai de Felipe e Thaís.
Rafael ainda conseguiu falar com Dayana pouco antes da morte dela, quando se trancara junto com os filhos para se proteger da fumaça.
“Ela estava calma porque não queria assustar as crianças. Ela estava com uma voz triste, estava tentando permanecer
no controle, mas estava muito assustada”, afirmou Rafael, em declarações reproduzidas pela imprensa britânica.
“As crianças estavam quietas, em silêncio. Foi a última vez que falei com ela.”
Na sábado à noite, Rafael estava “inconsolável”, na descrição dos diários. “Eles eram toda a minha vida. Agora tudo está perdido e eu não tenho nada.”
A BBC divulgou o registro do sinistro feito por um cinegrafista amador:
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