Um avião Fokker 100 com 13 anos de uso voando de Berlim à Stuttgart fez uma aterrissagem forçada – 14.09.2009
Um jato da Contact Air que levava a bordo o líder do Partido Social Democrata (SPD), Franz Müntefering, e os outros 77 passageiros fez uma aterrissagem forçada em Stuttgart, na segunda-feira dia 14 de setembro de 2009.
O Fokker 100, pertencente a uma subsidiária da Lufthansa, com 13 anos de uso que viajava de Berlim a Stuttgart apresentou problemas no trem de pouso posterior, que não se estendeu totalmente, provocando com isto um alerta máximo no aeroporto. Veja vídeo preparado pela BILD Zeitung da Alemanha:
“Foi uma situação grave, muito grave”, disse Müntefering de 69 anos de idade. “Nós circulamos por muito tempo, tentamos a descida e, em seguida, tivemos que fazer a aterrissagem de emergência”.
A equipe de Resgate de Emergência pulverizou espuma retardante de chama imediatamente depois da aterrissagem de emergência na qual o avião foi envolvido por muitas faíscas e que ocorreu às 10h49. A polícia considerou que o incidente teve um “final feliz”. É interessante notar que neste caso a pista não havia sido preparada com um colchão de espuma para auxiliar na descida do avião, mas que a espuma foi aplicada imediatamente após a parada do avião por unidade dos Bombeiros que estavam posicionadas ao lado da pista do aeroporto.
Os 73 passageiros e cinco tripulantes saíram do avião através das rampas de emergência. Um passageiro e uma tripulante foram feridos levemente, embora as autoridades disseram que diversas pessoas sofreram um choque. Os passageiros receberam apoio de terapeutas após do acidente. Veja composição de fotos preparada pelo Conselho Editorial do Site Segurança em RISCO:
As autoridades fecharam a pista do aeroporto de Stuttgard para remover o avião, com isto o aeroporto permaneceu fechado por várias horas. Ocorreram atrasos significativos e cancelamentos de vôo.
Entrementes o secretário geral do SPD, Hubertus Heil, disse que Müntefering, que tinha agendado participar em uma reunião de campanha em Stuttgart, conseguiu atender ao compromisso pontualmente.
Müntefering fez um discurso e posou para fotos em um pavilhão de Festa da Cerveja no distrito de Feuerbach em Stuttgart – embora os relatos da mídia dissessem que ele apresentava um semblante pálido. Veja detalhes do acidente de um outro ângulo e o discurso de Müntefering (em alemão) em matéria da n-tv VIDEO, da Alemanha:
“Uma vez na vida já é o bastante,” ele disse, adicionando que os passageiros no avião estavam calmos porque o piloto explicou sua situação. “Um olha para o mundo e descobre como ele é bom” adicionou.
“Nossos agradecimentos vão para o capitão, que pilotou com maestria, à sua equipe, que tratou a situação de um modo profissional,” disse, gracejando, que a aterrissagem foi “mais macia do que com as rodas.”
O político do SPD voou para seu próximo compromisso na noite de segunda-feira.
Add comment Setembro 16, 2009
Combatendo fogo nas florestas do Canadá
Como os incêndios florestais iniciam e se propagam, e o que os canadenses fazem para combatê-los
A temporada de incêndios florestais no Canadá geralmente começa no início de Abril, com incêndios em grama que causticam a paisagem. Depois, a temporada engata em alta velocidade com a primeira rodada de incêndios florestais em maio e junho, com mais para chegar nos secos meses verão.
Até que tudo tenha acabado em setembro, uma média de 25.000 quilômetros quadrados – uma área do tamanho do Lago Erie – terão queimado em cerca de 10.000 incêndios em todo o país.
Combatendo incêndios
Durante os seis meses, toda uma indústria ganha vida. Governos Provinciais e Parques Canadenses contratam e treinam centenas de bombeiros que passam o verão fazendo a batalha anual contra o fogo.
Muitos são universitários e estudantes secundários que precisam de um emprego. Outros são bombeiros altamente treinados que freqüentaram uma escola para aprender os meandros do comportamento do fogo e sua supressão.
Eles poderão passar semanas vivendo em acampamentos e passar longas e duras horas lutando contra incêndios teimosos que só irão se agravar devido a ventos fortes. Eles serão transportados para outras províncias para reforçar equipes de bombeiros desgastados por um incêndio que não será controlado.
Muitos estarão no solo, utilizando ferramentas manuais, serras e bombas de água para controlar incêndios. Mas os canadenses também se tornaram especialistas em combater incêndios do ar com helicópteros, rapel e equipes de pára-quedistas, tanques transportadores de água (em terra e por ar) e ainda sistemas de vigilância por satélite.
Os candidatos aos cargos mais perigosos – “Rapattack” (Rappel Attack) bombeiros que usam rapel a partir de helicópteros para chegar incêndios remotos, e “Parattack” (Parachute Attack) equipes que chegam a zonas de fogo saltando de pára-quedas de aviões – devem passar por testes rigorosos de condicionamento físico e resistência, mesmo após terem completado o curso básico de combate a incêndios e cursos e treinamento em rapel ou pára-quedismo.

De torres de vigilância a satélites
Embora torres de vigilância de incêndios, introduzidas pela primeira vez na década de 1920, continuem sendo utilizadas em zonas de alto risco, métodos mais sofisticados foram introduzidos. Sistemas de monitoramento computadorizado registram todas as quedas de relâmpagos, e o Centro de Sensoriamento Remoto do Governo Federal do Canadá pode detectar locais de incêndios em todo o país utilizando satélites.
Usando o “Canadian Forest Fire Danger Rating System” (sistema canadense de classificação de risco de incêndio florestal), gerentes de combate ao fogo podem determinar os níveis de umidade na floresta, o quão rápido as árvores vão queimar, quanto da floresta será consumida e em que direção as chamas irão se espalhar.
Depois que um incêndio tenha sido colocado sob controle, sensores infravermelhos são usados para detectar fontes de calor remanescentes.
A maioria dos incêndios é causada por pessoas: 58 por cento dos incêndios florestais que consomem nossas florestas e pastos a cada ano são causados por descuido e poderiam ter sido evitados. O restante, 42 por cento, são causadas por raios.
Esta estatística e correspondente divisão por causadores de incêndios foi inicialmente feita no Canadá durante as patrulhas aéreas de depósitos de madeira e parques em 1930, e logo que as primeiras campanhas de prevenção de incêndio foram lançadas foram sendo afixados avisos nas escolas e nas rodovias.
Benefícios ecológicos do Fogo
Desde os primeiros dias, milhões de dólares foram gastos em campanhas de prevenção de incêndios florestais. Mas os investigadores sabem agora que o fogo não é necessariamente mau. Pode ser uma parte natural de uma pastagem saudável ou de um ecossistema florestal.
Incêndios reduzem o acúmulo de folhas mortas e em decomposição, troncos e agulhas de pinheiros que se acumulam no chão da floresta. Reduz ou elimina o dossel da floresta, aumentando a insolação que estimula o crescimento de novas sementes e raízes.
Muitas plantas e animais se adaptaram ao fogo.
Ambos os pinheiros tipo Lodgepole e pinheiros tipo Jack têm os cones de sementes selados por resina que ficam nas árvores por muitos anos. O calor do fogo derrete a resina e os cones se abrem. Em seguida milhares de sementes se espalham pelo chão e surgem novos pinheirinhos.
Pica-paus se empanturram com besouros coleópteros da casca e outros insetos em árvores recém-queimadas.
Sendo assim, há 20 anos, Parques do Canadá decidiram que não iriam interferir em processos naturais, como fogo, insetos e doenças, a menos que tenham que fazer isto, ou seja, a menos que pessoas ou terras vizinhas forem ameaçadas.
Brincando com fogo?
Mais recentemente, gestores florestais na América do Norte introduziram programas de “incêndios por prescrição” ateados deliberadamente para limpar os restos de floresta e restaurar os ecossistemas que dependem do fogo para prosperar.
Especialistas treinados decidem quando e onde e por quanto tempo permitir que tais incêndios ocorram. Eles consideram o clima, tipo de vegetação, comportamento do fogo e terreno para decidir se os fogos podem queimar com segurança.
Embora os fogos prescritos tornaram-se comuns nos Estados Unidos e Canadá, também são controversos.
No Canadá, os “incêndios prescritos” têm sido fortemente contestados por proprietários de terras e negócios relacionados ao ar livre. A madeira é um recurso valioso e é difícil convencer alguém que a queima de árvores, mesmo em pequena escala, faz sentido.
Em 1988, o Serviço Florestal dos Estados Unidos foi duramente criticado quando autorizou que áreas do Parque Nacional de Yellowstone queimassem depois de serem atingidas por um raio. O fogo se espalhou rapidamente e, no final, homens e recursos foram transferidos para apagar as chamas. Foi o esforço de combate a incêndios mais caro na história dos Estados Unidos, num montante de 120 milhões dólares americanos.
E em 2000, um “incêndio prescrito” no Novo México ficou fora de controle e destruiu 200 casas em Los Alamos.
Incêndios, tempo e clima
Quando um incêndio fica tão grande quanto o fogo em Okanagan Valley na Columbia Britânica no verão de 2003, ele pode criar seu próprio sistema do tempo. E grandes incêndios que atingem esta magnitude geralmente criam as condições meteorológicas que podem levar a mais incêndios.
Isso acontece por causa de um efeito chamado “empuxo térmico” – o ar em torno de um fogo muito intenso aquece e sobe, o fogo puxa mais ar circundante e um padrão de vento emerge deste ciclo.
Fumaça do fogo contribui para a cobertura de nuvens naturais e amplia as condições para o surgimento de raios. O padrão de vento cria condições de quente e seco que podem ser sentidas a vários quilômetros do fogo
Embora estes efeitos sobre o clima local são claros, os cientistas não estão seguros sobre o quanto que grandes extensões de terra queimada afetam o clima global.
A floresta é considerada saudável “sumidouro”, ou “reservatório” de carbono. As emissões de carbono são absorvidas pelas árvores saudáveis e reduzidas na atmosfera. Mas, quando a floresta queima, o carbono é liberado para a atmosfera – muitas vezes sob a forma de dióxido de carbono, um gás com efeito de estufa conhecido.
Quando um grande volume de gases de efeito estufa é liberado para a atmosfera, ele pode agravar os padrões de aquecimento global.
O que pode resultar é chamado de “ciclo de retroalimentação positiva”. O aquecimento global aumenta as condições que alimentam os incêndios florestais, enquanto um grande aumento em incêndios libera no meio ambiente mais gases do efeito estufa.
Emissão de gases com efeito de estufa contribui para o aquecimento global – um ciclo que se alimenta constantemente.
Alguns cientistas apontam para o recente aumento na quantidade de floresta queimadas todos os anos como prova de que este ciclo já começou.
Outros dizem que o aumento pode ser parte da variação natural. Os cientistas só têm recolhidos dados relativos aos incêndios florestais nos últimos 40 anos, é um tempo curto para elaborar previsões de longo prazo.
Add comment Setembro 1, 2009
Acidente arrasa a maior usina hidrelétrica russa causando mais de 70 mortes – 17.08.2009
Uma catástrofe ocorreu no dia 17.08.2009 na usina de Sayano-Shushenskaya no rio Yenisei, localizada na região siberiana de Khakassia. Esta usina, que foi privatizada, pertence à empresa RusHydro e os seus 6400 MW de potência instalada e 23,5 TWh de produção média anual são responsáveis por um quarto da energia produzida por esta empresa. O grande consumidor desta usina é o maior produtor mundial de alumínio a United Company RUSAL.
A gigantesca barragem tem 245 metros de altura, 110 metros de espessura e um quilômetro de comprimento (1066 m) e foi inaugurada em 1978, aloja 10 unidades geradoras.
O acidente foi registrado por um vídeo amador que mostra o exato momento em que a casa de força é parcialmente destruída por uma enorme onda que se projeta por vários metros de altura. A grande quantidade de água inundou toda a casa de força matando quem lá estava.
Num outro trecho deste vídeo, feito quando a água ainda entrava na usina, se pode ver a incrível devastação da unidade geradora onde, ao que tudo indica, ocorreu o problema cuja causa ainda é objeto de especulação. Fato é que a turbina foi totalmente destruída e o estator do gerador simplesmente sumiu. Veja este importante registro:
Por outro lado um transformador também foi destruído causando um enorme vazamento de óleo que assumiu as proporções de uma mancha com cinco quilômetros no Rio Yenisei.
Ainda não foi determinada a seqüência de problemas que construiu esta catástrofe. Os indicadores apontam para várias situações todas elas de grande gravidade. Fazendo um estudo de alternativas podemos citar:
a) A turbina destruída pode apontar para um dano mecânico maior como a quebra de várias travessas do pré-distribuidor que podem ter causado a parada repentina da turbina e um conseqüente golpe hidráulico no conduto forçado que pode ter se rompido causando a inundação. Isto poderia ter levado o transformador a explodir.
b) A alternativa de ter ocorrido um dano maior em um dos elementos de um dos transformadores que geralmente são compostos por um banco trifásico de transformadores monofásicos poderia ter resultado em um curto circuito monofásico maciço no gerador que teria causado o seu travamento. Isto justificaria a destruição registrada no gerador. Neste caso o gerador teria travado a turbina que por sua vez teria levado ao golpe hidráulico que destruiu a parte final do conduto forçado.
c) Também se especula que uma explosão no transformador poderia ter causado a ruptura da parede do conduto forçado e dai ter desencadeado a inundação da casa de força.
d) O disparo da unidade geradora também é uma hipótese. Neste o comando e o funcionamento do distribuidor, componente que regula o fluxo de água na turbina, deve ter falhado levando a unidade à uma altíssima rotação com sua conseqüente destruição, bloqueio d’água e golpe hidráulico.
e) Na falta de um esclarecimento oficial a população vizinha não descarta a possibilidade de um atentado ter causado todo o estrago. Esta alternativa é veementemente descartada pelas autoridades russas.
Vejam fotos do antes e do depois e impressionantes detalhes da ação de forças de incrível magnitude que estraçalharam pesados equipamentos da usina e lavaram concreto armado como se fosse areia:
Não se pode descartar uma nefasta combinação de acontecimentos que provocou uma reação em cadeia que em frações de segundo propiciou condições para a destruição que veio a ocorrer. É de se esperar que as causas reais desta catástrofe levem tempo para ser levantadas. No momento as informações incompletas que vão sendo liberadas não permitem que uma relação de causas e efeitos seja estabelecida para esclarecer o que levou a esta catástrofe. Por outro lado é voz corrente no ramo hidroelétrico mundial que as condições de manutenção de usinas russas deixam muito a desejar, isto acrescentaria uma série de outras causas plausíveis.
Em uma análise inicial as autoridades locais afirmaram não existir risco de a barragem colapsar, portanto não há perigo para a população que mora a jusante da barragem.
Veja a reportagem da Reuters realizada no dia do acidente:
No início do vídeo seguinte do Jornal alemão Die Welt são mostradas imagens de arquivo da usina mostrando a sua magnitude:
http://www.vimeo.com/6284444
2 comments Agosto 27, 2009
Avião pega fogo ao aterrissar em Mashhad no Irã e mata e fere vários ocupantes – 24.07.2009
Um avião de passageiros irrompeu em chamas na aterrissagem em um aeroporto no norte do Irã, matando pelo menos 17 passageiros, conforme relatado pela mídia estatal iraniana.
O avião em chamas derrapou para fora da pista do aeroporto da cidade de Mashhad, disse a agência noticiosa IRNA. Pelo menos outras 19 pessoas ficaram feridas no incidente e os passageiros restantes foram evacuados. O acidente ocorreu 10 dias após outro acidente de avião no norte do Irã, no qual 168 pessoas morreram.
O avião da Aria Airlines envolvido no incêndio de sexta-feira dia 24.07.2009 partiu de Teerã com destino a Mashhad com 153 pessoas a bordo. Tratava-se de um avião Ilyushin de fabricação russa.
“Todos os mortos e feridos e os demais passageiros foram retirados do avião sinistrado e o fogo foi totalmente controlado”, disse o funcionário provincial Ghahraman Rashid. O senhor Rashid disse que 17 pessoas haviam sido mortas e 21 feridas, mas, mais tarde, a televisão estatal relatou a números menores.
O Irã tem um registro de segurança aérea notoriamente má. As sanções impostas ao país pelos EUA significam que tanto companhias aéreas públicas como privadas operam com frotas envelhecidas e enfrentam problemas no abastecimento peças de reposição, diz Jon Leyne da BBC.
Em 15 de Julho, todos os 168 passageiros e tripulantes a bordo de um avião Tupolev Tu-154 da Caspian Airlines morreram em um acidente na província de Qazvin, a cerca de 120 km a noroeste de Teerã. Este incidente foi o terceiro acidente com vítimas de um Tupolev Tu-154 no Irã desde 2002.
O vídeo mostrado na televisão iraniana mostrou o avião cercado por veículos de emergência com o cockpit destruído. As causas do acidente ainda não são conhecidas, mas a mídia estadual oficial citou um representante do aeroporto dizendo que tinha havido “uma falha técnica”. Veja este vídeo (que foi fornecido sem áudio):
Add comment Julho 29, 2009
Família é retirada de carro em chamas nos EUA por bombeiros que estavam de folga – 22.07.2009
Um acidente na cidade americana de Milwaukee, estado de Wisconsin, EUA, parecia condenado a terminar em tragédia. Um carro derrapa, sai da pista, bate em uma árvore e tomba, logo é preso das chamas e uma família fica presa dentro. Por sorte dois bombeiros que estavam de folga, alertados pelas esposas acorreram ao local.
Eles enfrentaram o fogo e o risco de explosão e conseguiram retirar a mãe e dois filhos do veículo. Tiveram que quebrar o pára-brisas para tirar os ocupantes do carro e por pouco um menino de 4 anos fica no veículo sinistrado. Ele foi visto pelos bravos bombeiros quando eles já estavam se afastando do veículo devido ao risco iminente de explosão.
Humildemente um deles disse que neste caso eles sabiam que iriam se queimar e ganhar alguns cortes e arranhões, mas eles estavam focados nas crianças. Ele arrematou: -“Não achamos que somos heróis, o que ocorreu é que, por sorte, nós estávamos no local certo na hora certa.” Vejam vídeo veiculado pelo UOL e preparado pela BBC Brasil:
Add comment Julho 23, 2009
Caminhão de transporte de cana de açúcar pega fogo e causa explosões – 19.07.2009
Um caminhão de transporte de cana de açúcar se incendiou na tarde do domingo, dia 19.07.2009, na rodovia Anhanguera (SP-330), próximo ao trevo da cidade de Igarapava (SP). Por volta das 16h05, o motorista parou o veículo em frente ao posto da Polícia Militar Rodoviária da via do km 448.
Ao ver as chamas, outro motorista que transitava na estrada estacionou no acostamento para ajudar. Com três extintores, os dois condutores e o soldado da PMR – Polícia Militar Rodoviária – Valdir Martins tentaram conter o foco de fogo, mas se afastaram quando o calor começou a causar explosões no veículo.
O tráfego nos dois sentidos da estrada foi bloqueado por alguns minutos, em função do risco de novas explosões. Um caminhão-pipa da usina COSAN, para quem o veículo queimado prestava serviço, segundo a PMR, foi acionado para apagar o fogo. Por volta das 16h30, as chamas foram extintas, mas já haviam atingido todo o caminhão.
O incidente aconteceu na faixa que leva à divisa do Estado com Minas Gerais. Ninguém ficou ferido.
Este sinistro mostra as conseqüências que podem advir para a circunvizinhança do local onde um dado sinistro ocorre. Neste caso o incêndio fez com que os grandes tanques de combustível se rompessem e vertessem óleo diesel.
O combustível do caminhão sinistrado escorreu, em chamas, pela canaleta de contenção de águas pluviais ao lado da rodovia aumentando em muito a área atingida pelo fogo, além de causar contaminação ambiental. Segue-se uma apresentação de fotos veiculadas pelo Site Terra:
Add comment Julho 23, 2009
Incêndio em prédio residencial de Sta. Cecília em São Paulo/SP causa mortos e feridos – 20.07.2009
De acordo com o Grupamento Aéreo da Polícia Militar, o fogo começou por volta das 12h30 e foi controlado cerca de duas horas depois. O imóvel fica na Rua Barão de Campinas, em Santa Cecília. Doze equipes de combate foram até o local para apagar as chamas. De acordo com os bombeiros, o fogo atingia um andar do prédio de número 787.
O helicóptero Águia, da Polícia Militar, foi para o local para ajudar no resgate às vítimas, e pousou na própria rua. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) a Rua Barão de Campinas foi totalmente interditada na altura da Alameda Glete para o trabalho dos bombeiros e o pouso do Águia. Não havia registro de problemas no trânsito da região.
Segundo a corporação, um dos moradores do edifício faleceu depois de se jogar do último andar para tentar fugir das chamas. Outras três pessoas, entre elas duas crianças, ficaram intoxicadas. Elas foram encaminhadas aos prontos-socorros dos hospitais Santa Casa e Tatuapé.
A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo confirmou na tarde de 20.07.2009 a morte da segunda vítima do incêndio. A mulher, de 43 anos, sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.
O capitão Sidnei Turato afirmou que encontrou mais de um botijão de gás em diversos apartamentos, o que seria inadequado para esse tipo de construção. “É perigoso porque um botijão tem que estar em local ventilado para o gás escoar em caso de vazamento”, disse o bombeiro.
Segundo o secretário de Controle Urbano de São Paulo, Orlando de Almeida, o prédio inteiro pertence a apenas um proprietário e todos os ocupantes dos 70 apartamentos pagam aluguel. A responsabilidade civil pelo incêndio cabe ao proprietário, segundo Almeida. Veja detalhes do sinistro no vídeo preparado pela GLOBO para o SPTV, que foi veiculado pelo Portal G1:
Os elevadores foram inundados e a rede elétrica foi danificada pela água usada pelos bombeiros na contenção das chamas. Os moradores ficaram impedidos de entrar no prédio até que a situação fosse sanada. Segundo Almeida, a medida visou prevenir curtos-circuitos que ocorreriam caso a energia do prédio fosse ligada novamente de maneira intempestiva.
A Defesa Civil foi para o local realizar inspeções no edifício para decidir se interdita ou não o imóvel. Segundo técnicos, não houve danos à estrutura do edifício, apenas rachaduras nas paredes dos apartamentos atingidos. Veja cenas aéreas do sinistro preparadas pela BAND News e veiculadas pelo Terra:
Add comment Julho 22, 2009
Acidente provoca explosão de caminhão tanque e queda de viaduto rodoviário em Hazel Park, Michigan-USA – 15.07.2009
Um carro causou uma devastadora reação em cadeia no ponto em que a Estrada Nine Mile passa sobre a Rodovia I-75 em Hazel Park próximo a Detroit, Michigan, EUA. O resultado final foram danos de grande monta. Felizmente, todos os envolvidos sobreviveram. Foi nada menos que um milagre e é por isso que muitas pessoas acorreram ao local para se certificar do ocorrido.
Os carros envolvidos no acidente trafegavam pela I-75. Um caminhão-tanque com reboque-tanque acabou batendo e explodiu na noite de quarta-feira dia 15.07.2009 perto de destruindo parte do um viaduto pelo qual passa a Estrada Nine Mile, que conecta importantes centros de compras e serviços daquela região. Chamas e nuvens de fumaça de cerca de 60 metros se formaram no local. Vejam o vídeo preparado pela BBC Brasil e divulgado pelo UOL:
Este viaduto havia sido interditado no ano de 2008 por quatro meses para reforma e, naquela oportunidade, o comércio da região foi bastante afetado pela interrupção da Estrada Nine Mile. O temor agora é de danos maiores às empresas afetadas, com risco de desemprego e quebradeira.
Os trabalhos de reconstrução, que começam pela demolição da estrutura restante do viaduto, foram iniciados logo após da remoção dos veículos acidentados e deverão ser mantidos dia e noite até concluída a reconstrução. Ainda não há uma estimativa completa para a conclusão da reconstrução. Os comerciantes da região já começam a contabilizar seus prejuízos… No vídeo que se segue, preparado pela FOX, são apresentados detalhes do início da reconstrução do viaduto:
Add comment Julho 22, 2009
Três brasileiros estão entre os seis mortos no incêndio em Londres – 03.07.2009
Um sinistro de grandes proporções atingiu o edifício Lakanal House, situado no bairro de Camberwell, sul de Londres, por volta das 16h10 (ou 12h10 de Brasília) de sexta-feira dia 3 de julho de 2009.
Dezoito carros de combate a incêndio foram enviados ao local e mais de cem bombeiros combateram o incêndio no prédio de 12 andares, disse o porta-voz dos bombeiros.
“Alguns resgates foram realizados em circunstâncias extremamente difíceis e
bombeiros equipados com aparelhos de respiração de longa duração trabalharam arduamente para chegar aos que foram afetados pelo incêndio e seguiu-se uma busca detalhada do edifício”, afirmou o porta-voz.
O Subcomissário do Corpo de Bombeiros de Londres, Nick Collins, referiu-se assim sobre este incêndio: “será uma dos mais importantes sinistros de Londres durante algum tempo”. Ele acrescentou que bombeiros chegaram ao local, em cinco minutos, mas tiveram que enfrentar condições operacionais “muito difíceis”.
Vários moradores disseram que o complicado esquema de apartamentos fez com que o processo de evacuação do edifício fosse muito difícil.
O prédio, de propriedade municipal, foi construído nos anos 60 e tem 108 apartamentos. As causas do incêndio ainda são desconhecidas.
Três brasileiros estão entre os seis mortos em um incêndio que atingiu um prédio residencial no sul de Londres, na sexta-feira dia 3 de julho de 2009.
Segundo a polícia londrina, as vítimas brasileiras eram do Paraná e pertenciam à mesma família: Dayana Francisquini Cervi, 26, e seus dois filhos, Thaís, 7, e Filipe, 3. No momento do acidente, o marido de Dayana estava no trabalho.
Outros dois adultos e um bebê de três meses morreram. Cerca de 30 pessoas foram resgatadas e 13 foram levadas ao hospital com dificuldades de respiração por conta da fumaça.
Impedidos pelos bombeiros de entrar no edifício em chamas, parentes dos que ficaram presos em suas casas no momento da tragédia aguardavam notícias.
Entre eles estava Rafael Cervi, 31, marido de Dayana e pai de Felipe e Thaís.
Rafael ainda conseguiu falar com Dayana pouco antes da morte dela, quando se trancara junto com os filhos para se proteger da fumaça.
“Ela estava calma porque não queria assustar as crianças. Ela estava com uma voz triste, estava tentando permanecer
no controle, mas estava muito assustada”, afirmou Rafael, em declarações reproduzidas pela imprensa britânica.
“As crianças estavam quietas, em silêncio. Foi a última vez que falei com ela.”
Na sábado à noite, Rafael estava “inconsolável”, na descrição dos diários. “Eles eram toda a minha vida. Agora tudo está perdido e eu não tenho nada.”
A BBC divulgou o registro do sinistro feito por um cinegrafista amador:
1 comment Julho 8, 2009
Vagão com GLP descarrila e explode – Viareggio – Itália -29.06.2009

Localização de Viareggio, Lucca - Italia
Chamas engoliram parte da estação ferroviária e de casas próximas em Viareggio, região de Lucca, no norte da Itália, segunda-feira, 29 de junho de 2009. Um comboio ferroviário de carga, que transportava GLP, descarrilou no meio da noite no norte da Itália, causando uma explosão e um incêndio. Que provocaram a morte de pelo menos 16 pessoas e mais de 100 feridos enviados para o hospital, muitos deles com queimaduras graves, segundo informações oficias. Mais de 1000 pessoas tiveram que ser evacuadas. O comboio com 14 vagões trem estava viajando da cidade de La Spezia para Pisa, quando um carro da retaguarda com o descarrilamento encravou-se em um bairro residencial ao lado da estação de trem na cidade de Viareggio na costa da Toscana pouco antes da meia-noite de segunda-feira, seguindo-se uma grande catástrofe. Como registrado pela TV Italiana:
O Ministro dos Transportes da Itália, Altero Matteoli, em relatório feito ao Congresso Italiano informou que uma falha no eixo em um dos vagões que transportam gás liquefeito causou o desastre ferroviário no norte da Itália. O Ministro disse que uma pequena rachadura e vestígios de ferrugem foram encontrados no eixo do vagão que provocou o descarrilamento, trazendo outros vagões fora dos trilhos no momento que o trem passava pelo centro da cidade. Os sinais encontrados no eixo são típicos de fadiga dos materiais.
Como a imprensa italiana criticou a aparente falta de medidas de segurança, Matteoli disse que já tinha entrado em contacto com o Comissário dos Transportes da União Européia, Antonio Tajani. Ele informou que eles haviam discutido tornar mais apertada a regulamentação sobre o transporte de materiais perigosos.
Reportagens em jornais referiram-se a dois outros incidentes recentes de trincas em eixos de comboios ferroviários que não tiveram conseqüências graves, enquanto o La Repubblica se queixou que a manutenção e os controles são feitos somente de forma auto-regulada. Este periódico complementou dizendo que “As catástrofes, devido à falha de equipamentos obsoletos costumam acontecer no Terceiro Mundo, mas agora há Viareggio,”.
O procurador Beniamino Deldda disse, “Este acidente não é o fruto do acaso, mas de omissões, que serão cuidadosamente examinadas.”
Brigadas do Corpo de Bombeiros (Vigili Del Fuocco) trabalharam durante a noite para retirar o restante da carga volátil dos vagões do comboio de carga. Na quarta-feira pela manhã seis dos 13 vagões de gás restantes tinham sido descarregados em segurança, mas a operação de transbordo de todos os vagões prosseguiu durante todo o dia. As autoridades locais mantiveram cerca de 300 moradores afastados de suas casas como medida de segurança, até o fim deste procedimento. O alcance desta catástrofe pode ser visto nas fotos apresentadas abaixo:
Add comment Julho 2, 2009
