Refinaria da Caribbean Petroleum – GULF – de Porto Rico explode numa bola de fogo – 23.10.2009
A enorme explosão na instalação Caribbean Petroleum Corp perto de San Juan, Porto Rico, colocou em perigo em 23 de outubro de 2009 as vidas de milhares de pessoas. A explosão provocou um incêndio que foi alimentado por combustível de aviação, combustíveis para navios e gasolina armazenada na refinaria. Produziram-se espessos rolos de fumaça preta potencialmente tóxica que podiam ser vistos de vários quilômetros de distância.
Nesta vista aérea da refinaria da Caribbean Petroleum feita antes do sinistro, obtida através do Google Maps, é possível ver a disposição e o tamanho dos tanques de armazenamento, boa parte dos quais foi atingido por explosões e fogo:
Centenas de pessoas que vivem a favor do vento a partir da instalação foram forçadas a abandonar suas casas. Aqueles que não foram evacuados foram orientados a manter as janelas em suas casas fechadas para evitar a fumaça tóxica proveniente do incêndio. Podem ser semanas, meses ou mesmo anos antes que as conseqüências sanitárias da explosão Caribbean Petroleum Corp tornem-se completamente conhecidas. Veja vídeo feito pela Guarda Costeira Americana que sobrevoou o local da catástrofe pouco tempo após a sua eclosão:
A explosão ocorreu por volta de 12h30 e de acordo com a Rede Sísmica de Porto Rico, foi produzida uma onda de choque equivalente a um terremoto de magnitude 2,8 na escala Richter. A explosão foi tão forte que seccionou uma estrada nas proximidades e quebrou janelas de casas próximas.
Vinte e um dos 40 tanques na refinaria foram destruídos ou danificados pelo fogo. Era de se esperar que o fogo fosse levar vários dias para se extinguir, mas havia o perigo que novas explosões pudessem ocorrer. Oitenta e cinco bombeiros com 20 caminhões trabalharam para conter o fogo e esfriar os tanques de armazenamento para evitar novas explosões. Autoridades porto-riquenhas também solicitaram o apoio de especialistas em materiais perigosos dos EUA.
Evacuação e Ferimentos:
A Caribbian Petroleum Corp. é a dona da marca Gulf em Porto Rico. O local onde ocorreu a explosão é um depósito de gasolina e um centro de distribuição que armazena combustível para aviões a jato, combustível para navios e gasolina. A instalação também inclui uma refinaria que processa 48.000 barris/dia, mas segundo a empresa, a refinaria não estava em operação no momento da explosão.
O incêndio resultante aumentou de intensidade nas primeiras horas após a explosão, e cobriu as casas e propriedades na área com fuligem preta e cinzas. A fumaça foi tão espessa que a Administração Federal de Aviação implementou uma restrição temporária de vôo sobre a área.
Pelo menos 350 pessoas foram evacuadas de bairros vizinhos, e não se sabia quando eles poderiam voltar. Escolas das proximidades também foram fechadas no dia, e os porto-riquenhos foram instados a evitar a proximidade permitindo que a área pudesse ser mantida livre para os veículos de emergência. Vejam uma coletânea de fotos processada na forma de um vídeo por nosso Conselho Editorial:
Embora ninguém tenha morrido na explosão, o governador porto-riquenho, Luis Fortuño, disse que uma pessoa teve necessidade de tratamento devido à inalação de fumaça, e outros dois sofreram ferimentos leves na base Buchanan’s Fort do Exército dos EUA adjacente à refinaria.Vários motoristas também ficaram feridos quando a explosão quebrou vidros de seus carros.Representantes da Caribbean Petroleum informaram que todos os funcionários estavam bem.
Ainda não se sabe o que causou a explosão. Os meios de comunicação têm relatado que agentes do FBI foram ao local. A polícia local e do FBI estavam examinando pichações encontradas após a explosão em um túnel de estrada de San Juan, com a mensagem: “Boom, fire, RIP, Gulf” (boom, fogo, “descanse em paz”, Gulf). Enquanto não se chegar a conclusões quanto ao significado do graffiti, um oficial da polícia disse que a mensagem era “motivo de preocupação”. Um funcionário local do ATF (Bureau of Alcohol, Tobbaco, Firearms and Explosives) Bureau dos EUA de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos informou que uma equipe especial vinda dos EUA também irá investigar a explosão. No entanto, essa investigação não teria início antes da extinção do incêndio na refinaria.
A Caribbean Petroleum tem um histórico ambiental problemático. Segundo o jornal The Miami Herald, esta empresa foi citada pelas principais infrações ambientais nos últimos dez anos que custaram um total de US $ 1,3 milhões em penalidades e multas.
Falando com as autoridades do FBI:
O FBI disse no dia 30 de outubro de 2009 que não há nenhuma evidência de sabotagem na explosão de semana passada na refinaria da Caribbean Petroleum. Vapores de gasolina do transbordamento de um tanque de combustível causaram a explosão, segundo Luis Fraticelli, o agente especial do FBI responsável para a ilha. Ele disse que mais de 240 investigadores analisaram a explosão e não foram encontradas evidências de que tivesse sido intencional. Mas Fraticelli disse que as autoridades ainda estão investigando se a negligência não tenha contribuído para o sinistro. ”Como se trata de uma investigação federal, a palavra ‘acidente’ não será utilizada”, disse Fraticelli em uma entrevista coletiva.
Imediatamente antes da explosão, um navio-tanque havia descarregado cerca de 28.000 galões (106.000 litros) de combustível nos tanques, e uma quantidade indeterminada derramou em uma vala de drenagem que é capaz de lidar com um derramamento de 10 por cento, disse o porta-voz do ATF Marcial Orlando Felix.
O combustível liberou uma grande quantidade de vapor, e algum incidente pode ter causado uma faísca. Agentes federais e locais interrogaram mais de 100 pessoas, incluindo funcionários da empresa, investigando indícios, incluindo as pichações encontradas após a explosão em um túnel de estrada na capital.
Os agentes também estão investigando se os sistemas de segurança estavam em ordem para impedir tamanha explosão e por que, aparentemente, nenhum alarme foi ativado. A explosão danificou mais de 200 casas, e equipes instalaram novas portas e janelas e repararam paredes. Doze casas necessitaram de reparos mais extensos, e seis serão demolidas parcial ou completamente. O presidente Barack Obama declarou Porto Rico como área de catástrofe e prometeu recursos governamentais de apoio.
Add comment Novembro 19, 2009
Incêndio em plataforma de petróleo no Mar do Timor é controlado, a catástrofe ambiental não… 03.11.2009
O vazamento de petróleo da plataforma de extração de petróleo em águas profundas de uma filial da companhia petrolífera estatal tailandesa PTTEP, no Mar de Timor – próximo à costa da Austrália que começou no dia 21 de agosto, tinha alcançado no dia 03/11/2009 as águas da Indonésia, colocando em perigo a biodiversidade marinha e a pesca.
O vazamento cobriu mais de 10 mil quilômetros quadrados e colocou em risco a área protegida do Mar de Savu, onde vivem várias espécies ameaçadas de tartarugas, golfinhos e baleias, disse Gilly Llewellyn, responsável pela área de Oceanos da seção australiana do Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês). Esta região é considerada por especialistas como a Amazônia submarina.
A região é estratégica para a Indonésia na proteção do chamado Triângulo dos Corais, que tem uma extensão de seis milhões de quilômetros quadrados entre a Ásia e a Oceania. Além disso, o óleo reduziu em 80% a atividade de 700 pescadores da província de Nusa Tenggara Oriental.
Um incêndio na plataforma Montara irrompeu dia 01/11/2009 quando se realizava a quinta tentativa para “plugar” o vazamento de óleo e gás. As chamas alcançaram centenas de metros de altura a duas milhas náuticas da torre de perfuração e da plataforma localizadas na jazida de West Triton no Mar do Timor, que separa a Austrália da Indonésia.
No vídeo que se segue relata a situação imediatamente após a eclosão do incêndio:
http://www.vimeo.com/7456496
Cenas não editadas do incêndio podem ser vistas vídeo seguinte elaborado pela AP:
http://www.vimeo.com/7456886
O sinistro foi controlado no dia 03/11/2009, o que possibilitou finalmente conter um derramamento de petróleo. Lama pesada foi bombeada para o poço danificado em um ponto situado a 2.610 metros abaixo do fundo do mar, que foi interceptado por um poço de alívio perfurado da plataforma de perfuração West Triton. Rebocada de Cingapura para o local, a West Triton não chegou à cena dos acontecimentos antes de 10/09/2009, quase três semanas após a ruptura que deu início ao vazamento. Levou cerca de quatro semanas para esta plataforma ser montada, perfurar até a profundidade de interceptação, e fazer a primeira tentativa mal sucedida para interceptar o poço danificado. Finalmente, depois de 74 dias, o vazamento foi interrompido. Restam as seguintes tarefas difíceis pela frente: os trabalhadores devem tentar voltar a acessar o poço agora pela da plataforma Montara danificada pelo fogo, de modo que eles possam injetar tampões (plugs) de cimento permanentes.
O vídeo seguinte reporta a situação imediatamente após o bloqueio do vazamento por lama e a extinção do incêndio da plataforma Montara (9 News):
http://www.vimeo.com/7455593
Milhares de litros de lama injetados no poço de West Atlas conseguiram, na quinta tentativa, conter o enorme vazamento que alimentava o incêndio, anunciou o porta-voz da PTTEP Australasia, José Martins, em entrevista realizada no dia 03/11/2009. “Estamos aliviados e agradecidos com o fim do vazamento e do incêndio, mas ainda temos muito trabalho a fazer e nossa prioridade agora é determinar como fechar definitivamente o poço”, disse Martins em comunicado.
Durante quase dez semanas, uma grande quantidade de petróleo vazou para o mar diariamente. As estimativas da quantidade de óleo derramado variam amplamente. As estimativas, sem um esclarecimento claro, feitas pela PTTEP indicam 400 mil barris por dia produz um total de 4.706.020 litros. As estimativas do governo australiano são de “até” 2.000 barris por dia, um total de derramar tanto quanto 23.530.100 litros. E uma estimativa de 3.000 barris por dia, com base nas taxas de fluxo conhecido de outros poços na área resulta em um derramamento de 35.295.200 de litros, quase tão grande quanto os 41.639.500 litros que vazaram do Exxon Valdez, e que após 20 anos depois de uma operação de limpeza massiva, ainda afetam as comunidades do Alasca e o meio ambiente em geral.
“Este desastre causou danos ao ecossistema marinho e deixou um legado com o qual vamos ter de lidar no futuro”, disse a senadora australiana, Rachel Siewert, do Partido Verde local.
As ações da PTTEP na Bolsa de Valores de Bangcoc desabaram nesta semana depois que ficou claro que a empresa não poderá, por enquanto, extrair os 35 mil barris de petróleo que esperava retirar de seus poços no Mar do Timor.
NOTA sobre a PTTEP:
Em fevereiro de 2009, a Coogee Resources Limited foi comprada por uma subsidiária da PTT Exploration and Production Public Company Limited (PTTEP) e foi rebatizada como PTTEP Australasia Limited (AA PTTEP). PTTEP é a empresa nacional de exploração e de produção de petróleo da Tailândia e é uma das maiores empresas de capital aberto do país, com mais de 40 projetos de todo o mundo. A subsidiária AA PTTEP é responsável pelo desenvolvimento de Montara (e os outros projetos) no Mar de Timor.
Add comment Novembro 10, 2009
Um avião Fokker 100 com 13 anos de uso voando de Berlim à Stuttgart fez uma aterrissagem forçada – 14.09.2009
Um jato da Contact Air que levava a bordo o líder do Partido Social Democrata (SPD), Franz Müntefering, e os outros 77 passageiros fez uma aterrissagem forçada em Stuttgart, na segunda-feira dia 14 de setembro de 2009.
O Fokker 100, pertencente a uma subsidiária da Lufthansa, com 13 anos de uso que viajava de Berlim a Stuttgart apresentou problemas no trem de pouso posterior, que não se estendeu totalmente, provocando com isto um alerta máximo no aeroporto. Veja vídeo preparado pela BILD Zeitung da Alemanha:
“Foi uma situação grave, muito grave”, disse Müntefering de 69 anos de idade. “Nós circulamos por muito tempo, tentamos a descida e, em seguida, tivemos que fazer a aterrissagem de emergência”.
A equipe de Resgate de Emergência pulverizou espuma retardante de chama imediatamente depois da aterrissagem de emergência na qual o avião foi envolvido por muitas faíscas e que ocorreu às 10h49. A polícia considerou que o incidente teve um “final feliz”. É interessante notar que neste caso a pista não havia sido preparada com um colchão de espuma para auxiliar na descida do avião, mas que a espuma foi aplicada imediatamente após a parada do avião por unidade dos Bombeiros que estavam posicionadas ao lado da pista do aeroporto.
Os 73 passageiros e cinco tripulantes saíram do avião através das rampas de emergência. Um passageiro e uma tripulante foram feridos levemente, embora as autoridades disseram que diversas pessoas sofreram um choque. Os passageiros receberam apoio de terapeutas após do acidente. Veja composição de fotos preparada pelo Conselho Editorial do Site Segurança em RISCO:
As autoridades fecharam a pista do aeroporto de Stuttgard para remover o avião, com isto o aeroporto permaneceu fechado por várias horas. Ocorreram atrasos significativos e cancelamentos de vôo.
Entrementes o secretário geral do SPD, Hubertus Heil, disse que Müntefering, que tinha agendado participar em uma reunião de campanha em Stuttgart, conseguiu atender ao compromisso pontualmente.
Müntefering fez um discurso e posou para fotos em um pavilhão de Festa da Cerveja no distrito de Feuerbach em Stuttgart – embora os relatos da mídia dissessem que ele apresentava um semblante pálido. Veja detalhes do acidente de um outro ângulo e o discurso de Müntefering (em alemão) em matéria da n-tv VIDEO, da Alemanha:
“Uma vez na vida já é o bastante,” ele disse, adicionando que os passageiros no avião estavam calmos porque o piloto explicou sua situação. “Um olha para o mundo e descobre como ele é bom” adicionou.
“Nossos agradecimentos vão para o capitão, que pilotou com maestria, à sua equipe, que tratou a situação de um modo profissional,” disse, gracejando, que a aterrissagem foi “mais macia do que com as rodas.”
O político do SPD voou para seu próximo compromisso na noite de segunda-feira.
Add comment Setembro 16, 2009
Combatendo fogo nas florestas do Canadá
Como os incêndios florestais iniciam e se propagam, e o que os canadenses fazem para combatê-los
A temporada de incêndios florestais no Canadá geralmente começa no início de Abril, com incêndios em grama que causticam a paisagem. Depois, a temporada engata em alta velocidade com a primeira rodada de incêndios florestais em maio e junho, com mais para chegar nos secos meses verão.
Até que tudo tenha acabado em setembro, uma média de 25.000 quilômetros quadrados – uma área do tamanho do Lago Erie – terão queimado em cerca de 10.000 incêndios em todo o país.
Combatendo incêndios
Durante os seis meses, toda uma indústria ganha vida. Governos Provinciais e Parques Canadenses contratam e treinam centenas de bombeiros que passam o verão fazendo a batalha anual contra o fogo.
Muitos são universitários e estudantes secundários que precisam de um emprego. Outros são bombeiros altamente treinados que freqüentaram uma escola para aprender os meandros do comportamento do fogo e sua supressão.
Eles poderão passar semanas vivendo em acampamentos e passar longas e duras horas lutando contra incêndios teimosos que só irão se agravar devido a ventos fortes. Eles serão transportados para outras províncias para reforçar equipes de bombeiros desgastados por um incêndio que não será controlado.
Muitos estarão no solo, utilizando ferramentas manuais, serras e bombas de água para controlar incêndios. Mas os canadenses também se tornaram especialistas em combater incêndios do ar com helicópteros, rapel e equipes de pára-quedistas, tanques transportadores de água (em terra e por ar) e ainda sistemas de vigilância por satélite.
Os candidatos aos cargos mais perigosos – “Rapattack” (Rappel Attack) bombeiros que usam rapel a partir de helicópteros para chegar incêndios remotos, e “Parattack” (Parachute Attack) equipes que chegam a zonas de fogo saltando de pára-quedas de aviões – devem passar por testes rigorosos de condicionamento físico e resistência, mesmo após terem completado o curso básico de combate a incêndios e cursos e treinamento em rapel ou pára-quedismo.

De torres de vigilância a satélites
Embora torres de vigilância de incêndios, introduzidas pela primeira vez na década de 1920, continuem sendo utilizadas em zonas de alto risco, métodos mais sofisticados foram introduzidos. Sistemas de monitoramento computadorizado registram todas as quedas de relâmpagos, e o Centro de Sensoriamento Remoto do Governo Federal do Canadá pode detectar locais de incêndios em todo o país utilizando satélites.
Usando o “Canadian Forest Fire Danger Rating System” (sistema canadense de classificação de risco de incêndio florestal), gerentes de combate ao fogo podem determinar os níveis de umidade na floresta, o quão rápido as árvores vão queimar, quanto da floresta será consumida e em que direção as chamas irão se espalhar.
Depois que um incêndio tenha sido colocado sob controle, sensores infravermelhos são usados para detectar fontes de calor remanescentes.
A maioria dos incêndios é causada por pessoas: 58 por cento dos incêndios florestais que consomem nossas florestas e pastos a cada ano são causados por descuido e poderiam ter sido evitados. O restante, 42 por cento, são causadas por raios.
Esta estatística e correspondente divisão por causadores de incêndios foi inicialmente feita no Canadá durante as patrulhas aéreas de depósitos de madeira e parques em 1930, e logo que as primeiras campanhas de prevenção de incêndio foram lançadas foram sendo afixados avisos nas escolas e nas rodovias.
Benefícios ecológicos do Fogo
Desde os primeiros dias, milhões de dólares foram gastos em campanhas de prevenção de incêndios florestais. Mas os investigadores sabem agora que o fogo não é necessariamente mau. Pode ser uma parte natural de uma pastagem saudável ou de um ecossistema florestal.
Incêndios reduzem o acúmulo de folhas mortas e em decomposição, troncos e agulhas de pinheiros que se acumulam no chão da floresta. Reduz ou elimina o dossel da floresta, aumentando a insolação que estimula o crescimento de novas sementes e raízes.
Muitas plantas e animais se adaptaram ao fogo.
Ambos os pinheiros tipo Lodgepole e pinheiros tipo Jack têm os cones de sementes selados por resina que ficam nas árvores por muitos anos. O calor do fogo derrete a resina e os cones se abrem. Em seguida milhares de sementes se espalham pelo chão e surgem novos pinheirinhos.
Pica-paus se empanturram com besouros coleópteros da casca e outros insetos em árvores recém-queimadas.
Sendo assim, há 20 anos, Parques do Canadá decidiram que não iriam interferir em processos naturais, como fogo, insetos e doenças, a menos que tenham que fazer isto, ou seja, a menos que pessoas ou terras vizinhas forem ameaçadas.
Brincando com fogo?
Mais recentemente, gestores florestais na América do Norte introduziram programas de “incêndios por prescrição” ateados deliberadamente para limpar os restos de floresta e restaurar os ecossistemas que dependem do fogo para prosperar.
Especialistas treinados decidem quando e onde e por quanto tempo permitir que tais incêndios ocorram. Eles consideram o clima, tipo de vegetação, comportamento do fogo e terreno para decidir se os fogos podem queimar com segurança.
Embora os fogos prescritos tornaram-se comuns nos Estados Unidos e Canadá, também são controversos.
No Canadá, os “incêndios prescritos” têm sido fortemente contestados por proprietários de terras e negócios relacionados ao ar livre. A madeira é um recurso valioso e é difícil convencer alguém que a queima de árvores, mesmo em pequena escala, faz sentido.
Em 1988, o Serviço Florestal dos Estados Unidos foi duramente criticado quando autorizou que áreas do Parque Nacional de Yellowstone queimassem depois de serem atingidas por um raio. O fogo se espalhou rapidamente e, no final, homens e recursos foram transferidos para apagar as chamas. Foi o esforço de combate a incêndios mais caro na história dos Estados Unidos, num montante de 120 milhões dólares americanos.
E em 2000, um “incêndio prescrito” no Novo México ficou fora de controle e destruiu 200 casas em Los Alamos.
Incêndios, tempo e clima
Quando um incêndio fica tão grande quanto o fogo em Okanagan Valley na Columbia Britânica no verão de 2003, ele pode criar seu próprio sistema do tempo. E grandes incêndios que atingem esta magnitude geralmente criam as condições meteorológicas que podem levar a mais incêndios.
Isso acontece por causa de um efeito chamado “empuxo térmico” – o ar em torno de um fogo muito intenso aquece e sobe, o fogo puxa mais ar circundante e um padrão de vento emerge deste ciclo.
Fumaça do fogo contribui para a cobertura de nuvens naturais e amplia as condições para o surgimento de raios. O padrão de vento cria condições de quente e seco que podem ser sentidas a vários quilômetros do fogo
Embora estes efeitos sobre o clima local são claros, os cientistas não estão seguros sobre o quanto que grandes extensões de terra queimada afetam o clima global.
A floresta é considerada saudável “sumidouro”, ou “reservatório” de carbono. As emissões de carbono são absorvidas pelas árvores saudáveis e reduzidas na atmosfera. Mas, quando a floresta queima, o carbono é liberado para a atmosfera – muitas vezes sob a forma de dióxido de carbono, um gás com efeito de estufa conhecido.
Quando um grande volume de gases de efeito estufa é liberado para a atmosfera, ele pode agravar os padrões de aquecimento global.
O que pode resultar é chamado de “ciclo de retroalimentação positiva”. O aquecimento global aumenta as condições que alimentam os incêndios florestais, enquanto um grande aumento em incêndios libera no meio ambiente mais gases do efeito estufa.
Emissão de gases com efeito de estufa contribui para o aquecimento global – um ciclo que se alimenta constantemente.
Alguns cientistas apontam para o recente aumento na quantidade de floresta queimadas todos os anos como prova de que este ciclo já começou.
Outros dizem que o aumento pode ser parte da variação natural. Os cientistas só têm recolhidos dados relativos aos incêndios florestais nos últimos 40 anos, é um tempo curto para elaborar previsões de longo prazo.
Add comment Setembro 1, 2009
Acidente arrasa a maior usina hidrelétrica russa causando mais de 70 mortes – 17.08.2009
Uma catástrofe ocorreu no dia 17.08.2009 na usina de Sayano-Shushenskaya no rio Yenisei, localizada na região siberiana de Khakassia. Esta usina, que foi privatizada, pertence à empresa RusHydro e os seus 6400 MW de potência instalada e 23,5 TWh de produção média anual são responsáveis por um quarto da energia produzida por esta empresa. O grande consumidor desta usina é o maior produtor mundial de alumínio a United Company RUSAL.
A gigantesca barragem tem 245 metros de altura, 110 metros de espessura e um quilômetro de comprimento (1066 m) e foi inaugurada em 1978, aloja 10 unidades geradoras.
O acidente foi registrado por um vídeo amador que mostra o exato momento em que a casa de força é parcialmente destruída por uma enorme onda que se projeta por vários metros de altura. A grande quantidade de água inundou toda a casa de força matando quem lá estava.
Num outro trecho deste vídeo, feito quando a água ainda entrava na usina, se pode ver a incrível devastação da unidade geradora onde, ao que tudo indica, ocorreu o problema cuja causa ainda é objeto de especulação. Fato é que a turbina foi totalmente destruída e o estator do gerador simplesmente sumiu. Veja este importante registro:
Por outro lado um transformador também foi destruído causando um enorme vazamento de óleo que assumiu as proporções de uma mancha com cinco quilômetros no Rio Yenisei.
Ainda não foi determinada a seqüência de problemas que construiu esta catástrofe. Os indicadores apontam para várias situações todas elas de grande gravidade. Fazendo um estudo de alternativas podemos citar:
a) A turbina destruída pode apontar para um dano mecânico maior como a quebra de várias travessas do pré-distribuidor que podem ter causado a parada repentina da turbina e um conseqüente golpe hidráulico no conduto forçado que pode ter se rompido causando a inundação. Isto poderia ter levado o transformador a explodir.
b) A alternativa de ter ocorrido um dano maior em um dos elementos de um dos transformadores que geralmente são compostos por um banco trifásico de transformadores monofásicos poderia ter resultado em um curto circuito monofásico maciço no gerador que teria causado o seu travamento. Isto justificaria a destruição registrada no gerador. Neste caso o gerador teria travado a turbina que por sua vez teria levado ao golpe hidráulico que destruiu a parte final do conduto forçado.
c) Também se especula que uma explosão no transformador poderia ter causado a ruptura da parede do conduto forçado e dai ter desencadeado a inundação da casa de força.
d) O disparo da unidade geradora também é uma hipótese. Neste o comando e o funcionamento do distribuidor, componente que regula o fluxo de água na turbina, deve ter falhado levando a unidade à uma altíssima rotação com sua conseqüente destruição, bloqueio d’água e golpe hidráulico.
e) Na falta de um esclarecimento oficial a população vizinha não descarta a possibilidade de um atentado ter causado todo o estrago. Esta alternativa é veementemente descartada pelas autoridades russas.
Vejam fotos do antes e do depois e impressionantes detalhes da ação de forças de incrível magnitude que estraçalharam pesados equipamentos da usina e lavaram concreto armado como se fosse areia:
Não se pode descartar uma nefasta combinação de acontecimentos que provocou uma reação em cadeia que em frações de segundo propiciou condições para a destruição que veio a ocorrer. É de se esperar que as causas reais desta catástrofe levem tempo para ser levantadas. No momento as informações incompletas que vão sendo liberadas não permitem que uma relação de causas e efeitos seja estabelecida para esclarecer o que levou a esta catástrofe. Por outro lado é voz corrente no ramo hidroelétrico mundial que as condições de manutenção de usinas russas deixam muito a desejar, isto acrescentaria uma série de outras causas plausíveis.
Em uma análise inicial as autoridades locais afirmaram não existir risco de a barragem colapsar, portanto não há perigo para a população que mora a jusante da barragem.
Veja a reportagem da Reuters realizada no dia do acidente:
No início do vídeo seguinte do Jornal alemão Die Welt são mostradas imagens de arquivo da usina mostrando a sua magnitude:
http://www.vimeo.com/6284444
2 comments Agosto 27, 2009
Avião pega fogo ao aterrissar em Mashhad no Irã e mata e fere vários ocupantes – 24.07.2009
Um avião de passageiros irrompeu em chamas na aterrissagem em um aeroporto no norte do Irã, matando pelo menos 17 passageiros, conforme relatado pela mídia estatal iraniana.
O avião em chamas derrapou para fora da pista do aeroporto da cidade de Mashhad, disse a agência noticiosa IRNA. Pelo menos outras 19 pessoas ficaram feridas no incidente e os passageiros restantes foram evacuados. O acidente ocorreu 10 dias após outro acidente de avião no norte do Irã, no qual 168 pessoas morreram.
O avião da Aria Airlines envolvido no incêndio de sexta-feira dia 24.07.2009 partiu de Teerã com destino a Mashhad com 153 pessoas a bordo. Tratava-se de um avião Ilyushin de fabricação russa.
“Todos os mortos e feridos e os demais passageiros foram retirados do avião sinistrado e o fogo foi totalmente controlado”, disse o funcionário provincial Ghahraman Rashid. O senhor Rashid disse que 17 pessoas haviam sido mortas e 21 feridas, mas, mais tarde, a televisão estatal relatou a números menores.
O Irã tem um registro de segurança aérea notoriamente má. As sanções impostas ao país pelos EUA significam que tanto companhias aéreas públicas como privadas operam com frotas envelhecidas e enfrentam problemas no abastecimento peças de reposição, diz Jon Leyne da BBC.
Em 15 de Julho, todos os 168 passageiros e tripulantes a bordo de um avião Tupolev Tu-154 da Caspian Airlines morreram em um acidente na província de Qazvin, a cerca de 120 km a noroeste de Teerã. Este incidente foi o terceiro acidente com vítimas de um Tupolev Tu-154 no Irã desde 2002.
O vídeo mostrado na televisão iraniana mostrou o avião cercado por veículos de emergência com o cockpit destruído. As causas do acidente ainda não são conhecidas, mas a mídia estadual oficial citou um representante do aeroporto dizendo que tinha havido “uma falha técnica”. Veja este vídeo (que foi fornecido sem áudio):
Add comment Julho 29, 2009
Família é retirada de carro em chamas nos EUA por bombeiros que estavam de folga – 22.07.2009
Um acidente na cidade americana de Milwaukee, estado de Wisconsin, EUA, parecia condenado a terminar em tragédia. Um carro derrapa, sai da pista, bate em uma árvore e tomba, logo é preso das chamas e uma família fica presa dentro. Por sorte dois bombeiros que estavam de folga, alertados pelas esposas acorreram ao local.
Eles enfrentaram o fogo e o risco de explosão e conseguiram retirar a mãe e dois filhos do veículo. Tiveram que quebrar o pára-brisas para tirar os ocupantes do carro e por pouco um menino de 4 anos fica no veículo sinistrado. Ele foi visto pelos bravos bombeiros quando eles já estavam se afastando do veículo devido ao risco iminente de explosão.
Humildemente um deles disse que neste caso eles sabiam que iriam se queimar e ganhar alguns cortes e arranhões, mas eles estavam focados nas crianças. Ele arrematou: -“Não achamos que somos heróis, o que ocorreu é que, por sorte, nós estávamos no local certo na hora certa.” Vejam vídeo veiculado pelo UOL e preparado pela BBC Brasil:
Add comment Julho 23, 2009
Caminhão de transporte de cana de açúcar pega fogo e causa explosões – 19.07.2009
Um caminhão de transporte de cana de açúcar se incendiou na tarde do domingo, dia 19.07.2009, na rodovia Anhanguera (SP-330), próximo ao trevo da cidade de Igarapava (SP). Por volta das 16h05, o motorista parou o veículo em frente ao posto da Polícia Militar Rodoviária da via do km 448.
Ao ver as chamas, outro motorista que transitava na estrada estacionou no acostamento para ajudar. Com três extintores, os dois condutores e o soldado da PMR – Polícia Militar Rodoviária – Valdir Martins tentaram conter o foco de fogo, mas se afastaram quando o calor começou a causar explosões no veículo.
O tráfego nos dois sentidos da estrada foi bloqueado por alguns minutos, em função do risco de novas explosões. Um caminhão-pipa da usina COSAN, para quem o veículo queimado prestava serviço, segundo a PMR, foi acionado para apagar o fogo. Por volta das 16h30, as chamas foram extintas, mas já haviam atingido todo o caminhão.
O incidente aconteceu na faixa que leva à divisa do Estado com Minas Gerais. Ninguém ficou ferido.
Este sinistro mostra as conseqüências que podem advir para a circunvizinhança do local onde um dado sinistro ocorre. Neste caso o incêndio fez com que os grandes tanques de combustível se rompessem e vertessem óleo diesel.
O combustível do caminhão sinistrado escorreu, em chamas, pela canaleta de contenção de águas pluviais ao lado da rodovia aumentando em muito a área atingida pelo fogo, além de causar contaminação ambiental. Segue-se uma apresentação de fotos veiculadas pelo Site Terra:
Add comment Julho 23, 2009
Incêndio em prédio residencial de Sta. Cecília em São Paulo/SP causa mortos e feridos – 20.07.2009
De acordo com o Grupamento Aéreo da Polícia Militar, o fogo começou por volta das 12h30 e foi controlado cerca de duas horas depois. O imóvel fica na Rua Barão de Campinas, em Santa Cecília. Doze equipes de combate foram até o local para apagar as chamas. De acordo com os bombeiros, o fogo atingia um andar do prédio de número 787.
O helicóptero Águia, da Polícia Militar, foi para o local para ajudar no resgate às vítimas, e pousou na própria rua. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) a Rua Barão de Campinas foi totalmente interditada na altura da Alameda Glete para o trabalho dos bombeiros e o pouso do Águia. Não havia registro de problemas no trânsito da região.
Segundo a corporação, um dos moradores do edifício faleceu depois de se jogar do último andar para tentar fugir das chamas. Outras três pessoas, entre elas duas crianças, ficaram intoxicadas. Elas foram encaminhadas aos prontos-socorros dos hospitais Santa Casa e Tatuapé.
A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo confirmou na tarde de 20.07.2009 a morte da segunda vítima do incêndio. A mulher, de 43 anos, sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.
O capitão Sidnei Turato afirmou que encontrou mais de um botijão de gás em diversos apartamentos, o que seria inadequado para esse tipo de construção. “É perigoso porque um botijão tem que estar em local ventilado para o gás escoar em caso de vazamento”, disse o bombeiro.
Segundo o secretário de Controle Urbano de São Paulo, Orlando de Almeida, o prédio inteiro pertence a apenas um proprietário e todos os ocupantes dos 70 apartamentos pagam aluguel. A responsabilidade civil pelo incêndio cabe ao proprietário, segundo Almeida. Veja detalhes do sinistro no vídeo preparado pela GLOBO para o SPTV, que foi veiculado pelo Portal G1:
Os elevadores foram inundados e a rede elétrica foi danificada pela água usada pelos bombeiros na contenção das chamas. Os moradores ficaram impedidos de entrar no prédio até que a situação fosse sanada. Segundo Almeida, a medida visou prevenir curtos-circuitos que ocorreriam caso a energia do prédio fosse ligada novamente de maneira intempestiva.
A Defesa Civil foi para o local realizar inspeções no edifício para decidir se interdita ou não o imóvel. Segundo técnicos, não houve danos à estrutura do edifício, apenas rachaduras nas paredes dos apartamentos atingidos. Veja cenas aéreas do sinistro preparadas pela BAND News e veiculadas pelo Terra:
Add comment Julho 22, 2009
Acidente provoca explosão de caminhão tanque e queda de viaduto rodoviário em Hazel Park, Michigan-USA – 15.07.2009
Um carro causou uma devastadora reação em cadeia no ponto em que a Estrada Nine Mile passa sobre a Rodovia I-75 em Hazel Park próximo a Detroit, Michigan, EUA. O resultado final foram danos de grande monta. Felizmente, todos os envolvidos sobreviveram. Foi nada menos que um milagre e é por isso que muitas pessoas acorreram ao local para se certificar do ocorrido.
Os carros envolvidos no acidente trafegavam pela I-75. Um caminhão-tanque com reboque-tanque acabou batendo e explodiu na noite de quarta-feira dia 15.07.2009 perto de destruindo parte do um viaduto pelo qual passa a Estrada Nine Mile, que conecta importantes centros de compras e serviços daquela região. Chamas e nuvens de fumaça de cerca de 60 metros se formaram no local. Vejam o vídeo preparado pela BBC Brasil e divulgado pelo UOL:
Este viaduto havia sido interditado no ano de 2008 por quatro meses para reforma e, naquela oportunidade, o comércio da região foi bastante afetado pela interrupção da Estrada Nine Mile. O temor agora é de danos maiores às empresas afetadas, com risco de desemprego e quebradeira.
Os trabalhos de reconstrução, que começam pela demolição da estrutura restante do viaduto, foram iniciados logo após da remoção dos veículos acidentados e deverão ser mantidos dia e noite até concluída a reconstrução. Ainda não há uma estimativa completa para a conclusão da reconstrução. Os comerciantes da região já começam a contabilizar seus prejuízos… No vídeo que se segue, preparado pela FOX, são apresentados detalhes do início da reconstrução do viaduto:
Add comment Julho 22, 2009

